segunda-feira, 22 de junho de 2026

Mesmo com R$ 500 mil garantidos pela Câmara, projeto de sensores para diabéticos segue sem sair do papel e Ronilço Guerreiro cobra Prefeitura

 Mesmo com recursos já garantidos pela Câmara Municipal e a aprovação do Programa Municipal Glicemia Sob Controle, o projeto-piloto para distribuição de sensores digitais de monitoramento contínuo da glicose para pacientes com diabetes tipo 1 ainda não foi implantado em Campo Grande. Com a aproximação do segundo semestre, o vereador Ronilço Guerreiro voltou a cobrar da Prefeitura um cronograma para execução da iniciativa, que conta com mais de R$ 500 mil em emendas parlamentares e é aguardada por centenas de famílias.

A entrada do segundo semestre reacende uma pergunta feita por pacientes e familiares que participaram da construção da proposta: quando o projeto finalmente sairá do papel? Ronilço Guerreiro, um dos principais defensores da iniciativa na Câmara Municipal, lembra que o debate já foi realizado, os recursos foram assegurados por mais de vinte vereadores e o programa foi aprovado pelo Legislativo.

“Estamos entrando na segunda metade do ano e as famílias continuam sem uma resposta concreta sobre quando o projeto começará. A Câmara fez sua parte, aprovou a legislação e garantiu recursos. Agora é necessário que a Prefeitura apresente um cronograma e coloque a iniciativa em prática”, afirmou.

A proposta prevê inicialmente o atendimento de pacientes com diabetes tipo 1 acompanhados pela rede pública municipal. Os sensores permitem o monitoramento contínuo da glicose, substituindo grande parte das medições feitas por meio de picadas nos dedos e oferecendo informações em tempo real para pacientes, familiares e equipes de saúde.

Para o vereador, além de representar mais qualidade de vida, a tecnologia também contribui para reduzir complicações da doença e custos futuros para o sistema público de saúde. “O projeto não é apenas uma questão de tecnologia. Estamos falando de prevenção, segurança e qualidade de vida para crianças, jovens e adultos que convivem diariamente com o diabetes. Os recursos existem e a população espera que essa política pública seja colocada em funcionamento”, destacou.

A expectativa é que o projeto-piloto sirva como base para uma futura ampliação do fornecimento dos sensores na rede pública municipal. Enquanto isso, pacientes e familiares seguem aguardando uma definição sobre o início da distribuição dos equipamentos.

 
 
 

Fonte: Câmara Municipal de Campo Grande – MS

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