A entrada do segundo semestre reacende uma pergunta feita por pacientes e familiares que participaram da construção da proposta: quando o projeto finalmente sairá do papel? Ronilço Guerreiro, um dos principais defensores da iniciativa na Câmara Municipal, lembra que o debate já foi realizado, os recursos foram assegurados por mais de vinte vereadores e o programa foi aprovado pelo Legislativo.
“Estamos entrando na segunda metade do ano e as famílias continuam sem uma resposta concreta sobre quando o projeto começará. A Câmara fez sua parte, aprovou a legislação e garantiu recursos. Agora é necessário que a Prefeitura apresente um cronograma e coloque a iniciativa em prática”, afirmou.
A proposta prevê inicialmente o atendimento de pacientes com diabetes tipo 1 acompanhados pela rede pública municipal. Os sensores permitem o monitoramento contínuo da glicose, substituindo grande parte das medições feitas por meio de picadas nos dedos e oferecendo informações em tempo real para pacientes, familiares e equipes de saúde.
Para o vereador, além de representar mais qualidade de vida, a tecnologia também contribui para reduzir complicações da doença e custos futuros para o sistema público de saúde. “O projeto não é apenas uma questão de tecnologia. Estamos falando de prevenção, segurança e qualidade de vida para crianças, jovens e adultos que convivem diariamente com o diabetes. Os recursos existem e a população espera que essa política pública seja colocada em funcionamento”, destacou.
A expectativa é que o projeto-piloto sirva como base para uma futura ampliação do fornecimento dos sensores na rede pública municipal. Enquanto isso, pacientes e familiares seguem aguardando uma definição sobre o início da distribuição dos equipamentos.







