Locais que nos últimos anos acumularam colisões, atropelamentos e vítimas graves começam a receber uma nova etapa da fiscalização eletrônica em Campo Grande. A Prefeitura está ampliando a instalação de radares em avenidas consideradas críticas para o trânsito da Capital, com equipamentos sendo implantados justamente em trechos conhecidos pelo histórico de excesso de velocidade e ocorrências frequentes.
A nova fase contempla pontos da Rua Brilhante, Avenida Bandeirantes, Avenida Ministro João Arinos e novos trechos da Avenida Afonso Pena. A medida faz parte do plano da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) para reduzir acidentes em corredores de grande circulação de veículos.
Na Rua Brilhante, o radar está sendo instalado próximo ao cruzamento onde, em março deste ano, uma comerciante de 42 anos teve uma das pernas amputadas após ser atingida por um veículo em alta velocidade. Moradores da região relatam que o trecho registra acidentes constantes e há anos é alvo de pedidos por maior fiscalização.
Outro equipamento está sendo implantado na Avenida Bandeirantes, nas proximidades do terminal de ônibus inacabado do Jardim Jacy. O local também figura entre os pontos com registros recorrentes de colisões, especialmente em horários de maior movimento.
A ampliação ocorre após a instalação do radar inteligente no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua Bahia. Além do controle de velocidade, o equipamento será capaz de identificar conversões proibidas e outras infrações que contribuem para acidentes e conflitos no trânsito.
Segundo a Agetran, os novos radares ainda passarão pelas etapas de aferição e homologação antes de começarem a autuar motoristas. Após a conclusão dos procedimentos, os locais serão oficialmente divulgados e haverá um período educativo de 15 dias, sem aplicação de multas.
A expectativa do município é que a presença dos equipamentos ajude a reduzir a velocidade em vias de grande fluxo e evite que novos acidentes graves voltem a ser registrados em pontos que já deixaram marcas profundas em famílias campo-grandenses.








