Há pouco mais de um ano, a rotina de Stefany Roberta de Oliveira Maia começou a mudar. O que inicialmente parecia ser apenas um conjunto de dores nas costas e no peito levou a uma investigação médica e, em julho de 2025, ao diagnóstico de um câncer raro de pulmão já em estágio 4. Desde então, a campo-grandense, mãe de uma criança de três anos, passou a dividir os dias entre tratamentos, exames, dores e a busca por uma alternativa que possa controlar a doença.

O diagnóstico veio acompanhado da descoberta de uma alteração genética rara, chamada SLC3A2::NRG1. O exame foi realizado justamente para identificar se havia uma terapia mais personalizada para o tipo de tumor. Segundo Stefany, porém, o medicamento específico para essa alteração ainda não está disponível no Brasil. Enquanto isso, ela passou por diferentes tratamentos convencionais, mas a doença continuou apresentando sinais de progressão.

Nas primeiras sessões de quimioterapia, houve uma melhora discreta. Depois, o câncer voltou a avançar e a medicação precisou ser modificada. O tratamento conseguiu frear a progressão por alguns meses, até que exames apontaram o comprometimento de costelas. Em abril deste ano, Stefany iniciou o uso de afatinibe, medicamento em comprimidos que, segundo ela, vinha sendo utilizado em casos semelhantes, embora não seja específico para a alteração genética identificada.

Após cerca de três meses, no entanto, as dores aumentaram e novos exames mostraram que a doença havia avançado. Além de mais costelas, o câncer atingiu duas vértebras da coluna e a cauda do pâncreas. Em 8 de setembro, a equipe médica mudou novamente a quimioterapia, enquanto Stefany e a família tentam conseguir acesso a um medicamento que pode representar uma nova possibilidade de tratamento.

O remédio procurado é o zenocutuzumabe, apontado por Stefany como uma terapia direcionada à alteração genética encontrada em seu tumor. Segundo o relato da paciente, o medicamento já foi aprovado nos Estados Unidos e pode ser importado, mas o custo é o principal obstáculo. O orçamento levantado pela família para aproximadamente cinco meses de tratamento chega a quase R$ 6 milhões, considerando que as aplicações precisam ser realizadas a cada 20 dias.

Para Stefany, a descoberta do medicamento trouxe uma possibilidade em meio a um cenário marcado por incertezas. Ao mesmo tempo, o avanço rápido da doença faz com que a família tente acelerar todas as alternativas para conseguir o tratamento. “Cada frasco de remédio que conseguimos importar é mais um dia de vida pra mim”, afirma.

A família também busca alternativas por meio da Justiça e do plano de saúde para tentar obter o medicamento. Paralelamente, decidiu abrir uma campanha virtual para arrecadar recursos e viabilizar a importação caso as demais alternativas não sejam suficientes. A história, que começou com dores aparentemente comuns, transformou os planos de uma mãe de uma criança pequena em uma corrida contra o tempo para tentar continuar o tratamento.

Como ajudar

A campanha recebe doações pela plataforma Vakinha. Também é possível contribuir por Pix, utilizando a chave [email protected]. Ou pela chave 67992486116 ( Bradesco) – Stefany Roberta de Oliveira Maia.

Os recursos serão destinados à tentativa de viabilizar o medicamento e aos custos relacionados ao tratamento de Stefany.