Quem utiliza suplementos alimentares ou medicamentos deve redobrar a atenção ao conferir os produtos em casa. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a apreensão de lotes de ômega 3, creatina e Mounjaro, após denúncias de falsificação e identificação de unidades com características diferentes das originais. A agência também proibiu a comercialização e o uso de produtos sem registro, incluindo itens vendidos como Pygeum.
As medidas foram publicadas na sexta-feira (6) e atingem identificações específicas, não todas as unidades das marcas envolvidas. No caso do Equaliv Ômega 3, a proibição envolve o lote D25-2601441, com validade até maio de 2028. A fabricante Althaia S.A. Indústria Farmacêutica comunicou à Anvisa que o produto daquele lote é falsificado.
A determinação também alcança o suplemento Creatina DUX sem sabor, em pote de 300 gramas, lote K52354A, com validade até abril de 2027. Segundo a agência, a Dux Company informou que não reconhece essa identificação. O produto estava sendo comercializado pela loja Charmozza Comércio e Indústria de Produtos no Mercado Livre.
Outro alerta envolve o medicamento Mounjaro. A Eli Lilly do Brasil, responsável pelo registro do produto, informou à Anvisa que identificou unidades com números de lotes não reconhecidos e rótulos diferentes dos padrões originais. A distribuição, a venda e o uso dos lotes relacionados foram proibidos.
Confira os lotes de Mounjaro proibidos:
- Mounjaro 2,5 mg: KUSTR43969410;
- Mounjaro 5 mg: B55010;
- Mounjaro 15 mg: D810042, D838889 e 2138737.
A fiscalização também atingiu produtos comercializados como Pygeum, atribuídos a diferentes marcas. Segundo a Anvisa, os itens eram anunciados sem registro, notificação ou cadastro na agência e tinham fabricação atribuída a uma empresa não identificada. A determinação proíbe todos os lotes dos seguintes produtos:
- Pygeum Oficialfarma;
- Pygeum Unicpharma;
- Pygeum Bioformulas;
- Pygeum Swanson;
- Pygeum Recover Farma;
- Pygeum Nutricost;
- Pygeum sem identificação de marca.