quarta-feira, 8 de julho de 2026

Quasar mais brilhante já visto devora um Sol por dia

Quasar mais brilhante já visto devora um Sol por dia
Daniele Cavalcante

Quasar mais brilhante já visto devora um Sol por dia

Astrônomos encontraram o objeto mais brilhante já visto no universo. Trata-se de um quasar que devora massa equivalente a um Sol por dia, e por isso, o buraco negro
em seu núcleo é o de crescimento mais rápido já detectado.

Quasares são fontes de ondas de rádio formadas por uma galáxia ativa, isto é, têm em seus núcleos um buraco negro supermassivo alimentando-se ativamente de muita matéria. O resultado da refeição é a liberação de uma enorme quantidade de radiação, ofuscando a própria galáxia.

Usando o radiotelescópio Very Large Telescope (VLT) no Cerro Paranal, Chile, os astrônomos encontraram o quasar J0529-4351 a 12 bilhões de anos-luz de distância. Em outras palavras, o objeto tinha essas propriedades menos de 2 bilhões de anos após o Big Bang
.


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O buraco negro que produz o quasar tem algo entre 17 bilhões e 19 bilhões de vezes a massa do Sol, número que aumenta todos os dias. A cada ano, são cerca de 370 massas solares adicionadas ao disco de acreção que gira em torno desse objeto monstruoso.

Além disso, o J0529-4351 é cerca de 500 bilhões de vezes mais brilhante que o nosso Sol. “Toda esta luz vem de um disco de acreção quente que mede sete anos-luz de diâmetro — este deve ser o maior disco de acreção do Universo”, disse Christian Wolf, da Universidade Nacional Australiana (ANU), principal autor do estudo.

Para fins de comparação, o diâmetro desse disco de acreção (a matéria transformada em plasma brilhante que gira em torno dos buracos negros ativos antes de ser devorada) mede quase o dobro da distância entre o Sol e a estrela Proxima Nova. Também podemos pensar nisso como viajar 15.000 vezes do Sol a Netuno.

Este quasar já havia sido detectado na década de 1980, pelo telescópio UK Schmidt, mas as análises o classificaram como apenas uma estrela
brilhante
. Erros como esse ocorrem porque, por ser muito brilhante, os modelos de aprendizado de máquina usados por astrônomos confundiram o quasar com uma estrela próxima.

O artigo da descoberta foi publicado na Nature Astronomy
.

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.

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