Os trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve por tempo indeterminado na noite desta quinta-feira (10), com paralisação das atividades a partir das 22h. O movimento ocorre em âmbito nacional e foi deflagrado após as negociações da campanha salarial de 2026 terminarem sem acordo entre a categoria e a empresa.

A decisão foi tomada em assembleias realizadas pelos trabalhadores depois de várias rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). No Acre, a categoria ainda deve realizar uma assembleia nesta sexta-feira (11) para decidir se adere à paralisação.

Segundo a Findect (Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações), um dos principais pontos de divergência está relacionado ao plano de saúde oferecido aos empregados, aposentados e seus familiares. A entidade afirma que os trabalhadores estão preocupados com uma proposta que alteraria a condição dos Correios como mantenedora do plano e poderia afetar o custeio e a assistência médica.

A federação afirma que os trabalhadores tentaram chegar a um entendimento durante as negociações, mas não houve avanço suficiente para evitar a paralisação. A categoria reivindica uma nova proposta que mantenha direitos trabalhistas e preserve as condições do plano de saúde.

Com a greve, serviços de atendimento, distribuição e entrega de correspondências e encomendas podem ser afetados, mas a extensão dos impactos dependerá da adesão dos trabalhadores em cada região.

A Findect informou que acompanha o movimento e aguarda uma nova manifestação da direção dos Correios e do governo federal. A Agência Brasil procurou a empresa para obter um posicionamento sobre a paralisação, mas não havia recebido resposta até a publicação da informação.