terça-feira, 14 de abril de 2026

Em discurso, Rafael Tavares cobra mudança na saúde e defende gestão por OS para melhorar atendimento na Capital


Em discurso, Rafael Tavares cobra mudança na saúde e defende gestão por OS para melhorar atendimento na Capital

O vereador Rafael Tavares (PL) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Campo Grande nesta terça-feira (14) para defender o projeto de lei de sua autoria que autoriza a Prefeitura a testar a gestão de unidades de saúde por meio de Organizações Sociais (OS) em Campo Grande.

Durante o uso da palavra livre, o parlamentar argumentou que o modelo já é adotado em diversos estados e cidades do país, com resultados positivos, e questionou a resistência à proposta por parte de algumas classes, principalmente sindicatos.

Tavares citou exemplos de estados governados por nomes como Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior e Romeu Zema, que utilizam ou defendem modelos de gestão com participação da iniciativa privada na saúde pública.

“Será que todos esses estados estão errados e só Campo Grande está certa? Somos a única entre as 20 maiores cidades do Brasil que nunca sequer testou esse modelo”, afirmou.

O vereador destacou que a proposta apresentada prevê um teste limitado, em até duas unidades de saúde, com regras claras de fiscalização, metas de desempenho e possibilidade de encerramento caso os resultados não sejam satisfatórios.

Segundo ele, o objetivo é buscar mais eficiência no atendimento, reduzir filas e garantir melhor qualidade no serviço prestado à população.

“Hoje a pessoa chega numa UPA e fica seis horas esperando. Falta medicamento, o atendimento não funciona como deveria. A gente precisa ter coragem de testar um modelo diferente para mudar essa realidade de décadas”, disse.

Tavares também rebateu críticas de setores contrários à proposta e afirmou que sua prioridade é o cidadão que depende do sistema público de saúde. “Eu não estou preocupado em agradar sindicato ou fazer corporativismo. Estou preocupado com a população que está sofrendo lá na ponta”, declarou.

Apesar do tom firme, o vereador afirmou que está aberto ao diálogo e colocou o projeto à disposição dos demais parlamentares para uma construção conjunta, inclusive com participação de representantes da categoria.

“Vamos construir um projeto que proteja o servidor, que dê segurança jurídica e que permita testar esse modelo. Se a gente não fizer isso, a Prefeitura vai fazer sem o debate desta Casa”, afirmou.

Ao final, Tavares reforçou que os problemas da saúde pública não são recentes e que, sem mudanças estruturais, a situação tende a se repetir nos próximos anos.

“Não é um problema de hoje. Desde que eu era criança, a saúde pública tem os mesmos problemas. Se a gente não mudar o modelo, daqui cinco anos estaremos aqui discutindo a mesma coisa”, disse.

O vereador concluiu defendendo que o município avance no debate e tenha coragem de buscar alternativas.

“Se a gente não tiver coragem de testar algo que funciona em outros lugares, nada vai mudar. O objetivo é melhorar o atendimento e a vida do cidadão de Campo Grande”, finalizou.

Foto: Marcos Rocha


Fonte: Câmara Municipal de Campo Grande – MS