“Recebi reclamações, tanto da Associação Comercial, quanto da Câmara de Dirigentes Lojistas e do Conselho da Região Central, sobre a insegurança no Centro e quero fazer aqui uma crítica ao Executivo Municipal, que tem deixado a desejar na manutenção da região. Nós ouvimos ontem, na reunião com os conselheiros, que é a região que mais oferece infraestrutura para os seus moradores. Ele já tem saneamento básico, ele é todo asfaltado, tem a iluminação de LED, tem tudo o que os bairros gostariam de ter em questão de infraestrutura. Porém, o videomonitoramento que foi feito no Centro da cidade não está funcionando. Na hora que o sol se põe, a insegurança toma conta dos empreendimentos. Há uma sequência de furtos recorrentes quando as lojas se fecham”, criticou o presidente da Câmara.
Para o parlamentar é necessário um constante policiamento no Centro da cidade e controle da população de rua, com políticas públicas eficientes, coordenadas com a Saúde Pública e com a Assistência Social de Campo Grande, num princípio de transversalidade da atuação do Poder Público.
“Não é só a questão de polícia na rua, mas é coordenado com as outras políticas, como a Assistência Social. Essas pessoas estão vivendo na vulnerabilidade e dependentes químicos, que estão vivendo da violência para manter o seu próprio vício, estão desassistidos pelo Município. E quem paga a conta é o empresário que tem uma carga tributária altíssima, que tem uma folha salarial altíssima e, quando chega de manhã no seu empreendimento, está com a porta arrombada e com o caixa violado, e o pouquinho que conseguiu arrecadar foi furtado”, alertou Papy.
Na avaliação do vereador Beto Avelar (PP), é necessário unir forças para resolver o problema dos moradores de rua e usuários de drogas. “Essa questão dos moradores de rua, usuários de drogas, mais voltada para a periferia, que nós estamos observando hoje, o local para essas pessoas é o que menos importa. A partir do momento que tem uma repressão, eles modificam de lugares, ou seja, partem para um outro lugar, e isso aí não é só na nossa Capital. Isso aconteceu em São Paulo, onde existia a Cracolândia e ela acabou, ou seja, houve a repressão e mudou de lugar. O problema é extremamente complexo. Muitas vezes a gente pode falar que é só um problema de saúde, mas envolve o social, envolve a segurança pública. A ideia que o senhor presidente passa é a mesma que eu compartilho”, afirmou Beto Avelar.
A vereadora Luiza Ribeiro (PT) destacou a preocupação do presidente Papy com a ocupação dos espaços públicos da cidade, seguindo o que está definido no Plano Diretor. “A área central é importantíssima para ser reabilitada, para ser incentivada. E para ser cuidada com os instrumentos da segurança pública também. Com o abandono acaba aparecendo uma série de situações que trazem prejuízo a quem está lá e a gente vê a Planurb autorizar construções na área de amortização do Parque dos Poderes. Portanto, está deixando de incentivar a autorização para crescimento de empreendimentos ali na região central”, pontuou.
Papy lembrou da participação direta da Câmara de Vereadores para viabilizar o investimento do novo proprietário do hotel Campo Grande. “Temos aqui um Prodes revolucionário, que não doa a área, mas que incentiva a instalação de um empreendimento no centro de Campo Grande, de R$ 50 milhões.
Outra questão levantada na sessão de hoje foi em relação ao IPTU na região central. Para o presidente da Câmara, com a alíquota mais alta, afastam-se os investimentos habitacionais na área, mas essa é uma situação que já está sendo avaliada pelo Legislativo para poder atrair moradores.
O vereador Ronilço Guerreiro (Podemos) apontou a questão cultural na região Central. De acordo com ele, a Câmara aprovou o projeto que transforma a Rua 14 de Julho em Corredor Gastronômico, mas a falta de segurança e outros fatores impedem a mudança. Ainda contribuíram com o debate os vereadores Rafael Tavares (PL) e Veterinário Francisco (União Brasil).
Por fim, Papy apresentou um ofício à Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) cobrando informações sobre a falta de iluminação na região central e outro ofício à Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (Sesdes) sobre a falta de policiamento.
“Fecho esse assunto dizendo o seguinte: Vossas Excelências acompanharam no Orçamento do ano passado a maior arrecadação de Cosip (Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública) da história de Campo Grande. Se somarmos a Cosip no Mato Grosso do Sul, ela é a maior arrecadação do Brasil. São quase R$ 200 milhões que Mato Grosso do Sul arrecadou com a cobrança de custeio para a melhoria da iluminação pública. E quando você pega aqui Campo Grande, o Centro está sem iluminação, o que dirá nos bairros? Então, fazemos aqui o enfrentamento público para pôr o dedo na ferida. O que está acontecendo?”, questionou Papy.
Assessoria de Imprensa do Vereador








