segunda-feira, 25 de maio de 2026

Rota Bioceânica impulsiona agenda de ciência, inovação e desenvolvimento regional em Mato Grosso do Sul

  • Publicado em 25 maio 2026

    por Marcelo Armôa, Assessoria de Comunicação da Semadesc •

  • A consolidação da Rota Bioceânica como eixo estratégico de desenvolvimento econômico, científico e tecnológico para Mato Grosso do Sul pautou o Workshop CT&I na Rota Bioceânica, realizado nesta segunda-feira (25), em Campo Grande. Promovido pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), por meio da Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com o Senac Hub Academy, o encontro reuniu representantes das prefeituras dos municípios sul-mato-grossenses inseridos no Corredor Rodoviário Bioceânico de Capricórnio, além da Fundect, instituições de ensino superior e centros de pesquisa do Estado.

    A abertura do evento foi conduzida pelo secretário Artur Falcette, da Semadesc, pelo secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ricardo Senna, pelo prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra, representando os municípios da rota e por Ana Carina Pini de Mello, Diretora de Inovação, Planejamento e Tecnologia do Senac.

    O secretário Artur destacou que o corredor vai muito além de uma obra de infraestrutura logística e representa uma transformação econômica, cultural e tecnológica para Mato Grosso do Sul. Segundo ele, o Estado já percebe uma mudança concreta no perfil das empresas interessadas em investir na região, especialmente em municípios estratégicos como Porto Murtinho, Bela Vista e Sidrolândia, impulsionados pelas novas possibilidades logísticas abertas pela integração sul-americana.

    “Estamos conversando hoje com empresas e indústrias que enxergam Mato Grosso do Sul como porta de entrada para insumos e componentes vindos do Sudeste Asiático. Isso muda o eixo do desenvolvimento e cria oportunidades em regiões que passam a ganhar protagonismo econômico dentro dessa nova dinâmica logística”, afirmou.

    Artur Falcette também ressaltou a importância da academia na construção de políticas públicas voltadas à nova realidade econômica do Estado. “A rota não é apenas uma ponte ou um conjunto de rodovias. Ela traz oportunidades ligadas ao turismo, à gastronomia, à cultura, à integração entre os povos e ao desenvolvimento de novas atividades econômicas. E o Governo do Estado quer construir esse processo pautado na ciência, na inovação e no conhecimento produzido pelas universidades”, disse.

    Governança e integração regional

    A assessora especial da Semadesc para assuntos da Rota Bioceânica, Danniele Paiva, apresentou o histórico, os avanços e o atual estágio das discussões do Foro de Governadores e das câmaras temáticas do Corredor Bioceânico. Ela destacou o modelo de governança multinível que integra Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, além do papel do Comitê Estadual da Rota Bioceânica, criado pelo Governo do Estado por meio do Decreto nº 16.366/2024.

    Durante a apresentação, Danniele detalhou o andamento das obras estruturantes do corredor, como a ponte binacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, que já supera 90% de execução, além das obras de acesso rodoviário no Brasil e no Paraguai. Também apresentou o funcionamento das comissões técnicas do Foro, que discutem temas como turismo, segurança, saúde, educação, comércio exterior, infraestrutura e cidadania.

    Ela destacou ainda que Mato Grosso do Sul vem assumindo protagonismo em diferentes frentes da governança do corredor, incluindo a coordenação de grupos técnicos, a organização de dados estratégicos e a articulação institucional com municípios e entidades parceiras.

    Universidades e produção de conhecimento

    Representando o Conselho de Reitores das Instituições de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul (CRIE-MS), o vice-reitor da UFMS, professor Dr. Albert Schiaveto de Souza, apresentou a visão estratégica das universidades para a Rota Bioceânica. O CRIE-MS reúne seis instituições de ensino superior públicas e privadas e atua como instância científica consultiva para apoiar o desenvolvimento da rota em parceria com o Governo do Estado.

    A proposta apresentada prevê a consolidação de Mato Grosso do Sul como polo logístico, científico, tecnológico e de inovação da América do Sul, utilizando a Rota Bioceânica como vetor de integração econômica, científica e cultural. Entre as iniciativas previstas estão a criação de um observatório científico da rota, plataformas integradas de dados socioeconômicos e logísticos, estudos prospectivos, programas de formação profissional, cooperação internacional e projetos voltados ao desenvolvimento regional sustentável.

    O plano também prevê ações em áreas como logística internacional, comércio exterior, inovação, economia criativa, turismo integrado, extensão universitária e apoio à criação de startups voltadas à nova economia regional.

    Ciência, tecnologia e inovação na rota

    Encerrando a programação técnica, o secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação da Semadesc, Ricardo Senna, apresentou o subprograma Rota Bioceânica dentro do Programa Estadual de CT&I – MS Inova Mais. A proposta busca utilizar ciência, tecnologia e inovação como vetores de integração, competitividade e desenvolvimento sustentável ao longo do corredor bioceânico.

    Senna destacou que o programa prevê ações integradas entre governo, academia, iniciativa privada e ecossistemas de inovação dos países envolvidos na rota, com foco em pesquisa aplicada, formação de capital humano, transferência de tecnologia, cooperação internacional e desenvolvimento de soluções para desafios estratégicos.

    Entre as entregas já estruturadas, Ricardo Senna apresentou o Observatório da Rota, ferramenta integrada à plataforma MS Inova Mais e que fará parte do Hub de Inovação da Rota Bioceânica. O observatório reunirá informações, dados estratégicos, estudos e conexões voltadas ao desenvolvimento de soluções inovadoras e ao fortalecimento da competitividade regional.

    “O objetivo é transformar Mato Grosso do Sul em um polo de ciência, inovação, cooperação internacional e desenvolvimento sustentável conectado à dinâmica da Rota Bioceânica”, destacou o secretário-executivo.

    Marcelo Armôa, Semadesc


    Fonte: Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação – SEMADESC

    X