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Back to Black | Relembre a trágica história de Amy Winehouse que vai virar filme

Diandra Guedes

Back to Black | Relembre a trágica história de Amy Winehouse que vai virar filme

Prestes a estrear no cinema, a cinebiografia
Back to Black

conta a história de uma das cantoras de rock e R&B mais relevantes das últimas décadas: Amy Winehouse. Nascida na Inglaterra em 1983, ela chamou atenção do mundo com sua voz grave e com sucessos como Rehab
, You Know I’m No Good
e, claro, a faixa que dá nome ao filme. Na obra, dirigida por Sam Taylor-Johnson ( O Garoto de Liverpool
), o público conhecerá sua trajetória desde a sua adolescência conturbada em Camden até sua morte, aos 27 anos, em 2011.

Filha de pais judeus, Amy teve uma infância conturbada sendo obrigada a presenciar as brigas diárias dos pais Mitch e Janis, as traições dele e o divórcio complicado de ambos. Tudo isso contribuiu para que, aos 15 anos, ela desenvolvesse bulimia e compulsão alimentar, algo que foi ignorado por sua mãe, já que acreditava que se tratava de drama da filha.

Três anos depois, ao se tornar maior de idade, Amy passou a fazer parte da National Youth Jazz Orchestra como uma das vocalistas, o que lhe rendeu um contrato com uma agência de talentos chamada Brilliant. Nesse ponto, parecia que sua carreira iria decolar e, de fato, ela chamou a atenção de várias gravadoras que a disputaram veementemente. Isso permitiu sua saída de casa e a oportunidade de lançar um disco.


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Frank, seu primeiro disco, ganhou projeção no Reino Unido e ela foi considerada uma das melhores artistas revelações de 2004. Só que esse sucesso repentino, somado às rotinas intensas de shows, resultaram em um bloqueio criativo que a fez ficar 18 meses sem conseguir compor.

Foi nessa época também que ela conheceu Blake Fielder-Civil, que viria a ser seu marido e uma das piores influências para sua vida.

A relação com Blake

O namoro com o rapaz foi regado a drogas e álcool, além de altos e baixos emocionais. Pouco tempo depois, Amy descobriu que ele já tinha uma namorada e que ela era, na verdade, a amante. Isso fez com que ela se afundasse em uma fossa, mas compusesse a maior parte das músicas do seu álbum Back to Black
, seu disco de maior prestígio e que foi gravado em apenas cinco meses.

Daí em diante, Amy já era conhecida como uma das cantoras mais influentes da atualidade e fazia turnês nacionais e internacionais, o que resultou no aumento do consumo de drogas, noites mal dormidas e abuso do álcool. Ela também virou motivo de chacota por aparecer nos shows embriagada e com o rosto machucado. Ao mesmo tempo que seu sucesso aumentava, sua fama de bêbada também crescia.

Aqui no Brasil, por exemplo, ela chegou a se tornar um personagem do humorístico Pânico na TV!
da RedeTV. O programa ridicularizava justamente seu problema com álcool e suas performances no palco.

Em 2007, retomou o relacionamento com Blake e se internou com o rapaz em uma clínica de reabilitação no ano seguinte. Por consequência disso, não pôde comparecer à premiação do Grammy, no qual foi premiada em seis categorias.

Não demorou muito para que Amy descobrisse outra traição do marido e se divorciasse dele, se afundando novamente nas drogas. Ela até tentou iniciar um novo tratamento, mas a oscilação entre usar e não usar os tóxicos deixou seu corpo muito fragilizado.

Em 23 de julho de 2011, Amy foi encontrada morta na sua casa. O laudo técnico apontou que ela faleceu de intoxicação aos 27 anos.

Os bons morrem cedo

Um dos tabus mais comentados no universo da música é que artistas realmente talentosos morrem cedo, mais especificamente com 27 anos. Comprovando essa estatística Amy foi mais uma a entrar para o bando que já contava com Kurt Cobain, Jim Morrison, Janis Joplin e Brian Jones. Mas esse fato não está, necessariamente, atrelado ao talento e sim ao abuso de substâncias tóxicas e à uma vida pouco regrada.

Amy cresceu com os pais brigando, viu seu marido sentenciado a 27 meses de prisão, acusado de agressão e suborno, e pulou de um vício para o outro conforme as coisas foram acontecendo na sua vida. Ela comentou sobre isso em uma entrevista para a Rolling Stones.

“Eu costumava fumar muita erva. Acho que se você tem uma personalidade propensa ao vício, pula de um veneno para outro. Toda a mentalidade da erva é muito hip-hop, e, quando gravei meu primeiro disco, tudo o que eu ouvia era hip-hop e jazz. A mentalidade da erva é muito defensiva, muito ‘vai se foder, você não me conhece’. Enquanto a mentalidade do álcool é muito ‘oh, eu te amo, vou deitar no meio da estrada por você, nem me importo se você nunca nem olhar para mim, sempre vou te amar’.

Mesmo com tantos problemas, ela provou ser uma estrela em ascensão e morreu deixando seis Grammys, um Glamour Awards, um Prêmio Echo
de Álbum do Ano, um Brit Award, entre outros. Sua história agora poderá ser assistida em Back To Black
protagonizado por Marisa Abela
.

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