Um relacionamento que começou com uma das irmãs acabou se transformando em uma configuração familiar incomum: Maycom se apaixonou também pela irmã gêmea da mulher com quem namorava e decidiu contar às duas o que sentia. O trio levou a situação adiante, com o consentimento da família, e hoje vive junto em Goiás.
Segundo o relato publicado pelo colunista James Akel, Maycom conheceu uma das irmãs e, durante o relacionamento, percebeu que também havia desenvolvido sentimentos pela gêmea. Em vez de esconder a situação, ele revelou o que estava acontecendo. As duas conversaram e procuraram a mãe para discutir a possibilidade de manter um relacionamento conjunto.
A decisão foi aceita pela família e Maycom passou a se relacionar com as duas. A história ganhou ainda um apelido: ele passou a ser chamado de “Rei de Goiás”, justamente pela relação com as duas irmãs.
A família também cresceu. Maycom teve um filho com uma das mulheres, hoje com 11 anos, e outro com a segunda, de 5 anos. Os quatro adultos e crianças vivem na mesma casa, segundo o relato. A mãe das gêmeas também mantém proximidade com a família e, de acordo com a publicação, conquistou o genro pelos pratos que prepara para todos.
A dinâmica, segundo Maycom, funciona com divisão da vida familiar e do cotidiano. Ele afirma se sentir feliz com a configuração e destaca o papel de provedor da casa. O caso chama atenção justamente por fugir do modelo tradicional de relacionamento monogâmico e pela decisão das próprias irmãs de construírem uma família compartilhada.
Apesar da repercussão, o relato também aborda a poligamia a partir de uma perspectiva histórica, relacionando a formação de famílias com múltiplos parceiros a contextos antigos de escassez e sobrevivência. Essa interpretação, porém, aparece no texto original como uma explicação para esse tipo de organização familiar e não como conclusão específica sobre a família de Maycom.
O caso ganhou espaço nas redes sociais pela combinação pouco comum: um homem, duas irmãs gêmeas, dois filhos e uma única casa, em uma relação que, segundo o relato, foi construída com conhecimento e consentimento das pessoas envolvidas.