Histórias de pessoas escravizadas no Brasil e que ficaram esquecidas ao longo dos séculos voltam a ganhar visibilidade em projetos desenvolvidos pelo Poder Judiciário.
As iniciativas serão apresentadas a partir desta quinta-feira em uma série de webinários promovidos pelo Conselho Nacional de Justiça.
Os trabalhos foram reconhecidos com o Prêmio CNJ Memória do Poder Judiciário 2026.
Um dos projetos vencedores, “Derradeiras Vontades”, reúne testamentos deixados por escravizados no Maranhão entre os séculos XVIII e XIX.
Os documentos foram transcritos para o português contemporâneo e publicados em uma obra que reúne 50 narrativas em primeira pessoa.
O material ajuda a reconstruir histórias de quem viveu sob a escravidão no estado.
Outra iniciativa premiada, “Arquivos Judiciais da Escravidão no Vale do Paraíba Fluminense”, identificou e mapeou processos judiciais relacionados à escravidão e à liberdade de pessoas negras nos municípios de Piraí e Rio Claro.
A pesquisa resultou em ações de divulgação das histórias encontradas nesses documentos por meio de livro, exposição e seminário.
Também será apresentado o projeto “Valongo: Justiça pela Memória do Cais”, desenvolvido pelo Conselho da Justiça Federal.
A iniciativa recupera a história do Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, e transformou a memória do sítio arqueológico em diferentes produtos, como livro ilustrado, portal multimídia, exposições, podcast e conteúdos educativos.
O primeiro encontro virtual será realizado nesta quinta-feira, às 5 da tarde, com transmissão pelo canal do Conselho Nacional de Justiça no YouTube.
Fonte: Radioagência Nacional – EBC