O Sebrae Minas apoiou, na última sexta-feira (28), o lançamento do Plano de Ação do Ecossistema Local de Inovação (ELI) de Poços de Caldas, no Sul do estado. Apresentado no Centro Administrativo, o documento define prioridades para fortalecer a inovação no município e ampliar a conexão entre empresas, instituições de ensino e pesquisa, ambientes de inovação e poder público. Cerca de 40 representantes participaram do encontro.

A proposta é aproveitar melhor as competências e estruturas já existentes na cidade, estimulando parcerias e novas oportunidades de negócios. O plano também orienta os próximos passos do ecossistema, com ações voltadas à integração dos diferentes atores e ao desenvolvimento de soluções para o território.

Diagnóstico e oportunidades

A primeira etapa do trabalho foi conhecer melhor o ambiente de inovação do município. A partir de um diagnóstico, empresas, universidades, centros de pesquisa, ambientes de inovação e instituições que já atuam na área foram mapeadas.

O levantamento mostrou que Poços de Caldas conta com uma rede diversificada, mas que ainda pode trabalhar de forma mais integrada. Entre os atores identificados estão Unifal, IF Sul de Minas, PUC, UEMG, NidusTec, Huais Hub, PUCTEC e INCETEC.

Para a diretora executiva da Agência de Inovação e Empreendedorismo da Unifal-MG, Teresa Cristina Monteiro Martins, a aproximação entre essas instituições é um dos caminhos para dar mais efetividade às iniciativas de inovação no município.

“O Plano de Ação pode fortalecer a integração entre os diferentes atores de Poços de Caldas e evitar iniciativas isoladas. A proposta é construir uma agenda colaborativa, com prioridades, responsabilidades e acompanhamento de resultados. A Unifal-MG pode contribuir com conhecimento, infraestrutura e conexão entre pesquisadores, estudantes, empresas e poder público. Temos laboratórios e ambientes de inovação que podem ajudar a transformar conhecimento e tecnologias em soluções e novos negócios”, reforça.

A partir desse diagnóstico, foram definidas seis áreas prioritárias para orientar a agenda de inovação: Recursos Minerais e Terras Raras; Turismo de Experiência e Agro Vulcânica; Saúde e Tecnologias para a Saúde; Fármacos, Biotecnologia e Alimentos; Computação e Engenharias; e Energia e Mobilidade Elétrica.

“Poços de Caldas tem uma estrutura importante para a inovação. O nosso trabalho foi olhar para esse cenário, entender onde estão as oportunidades e ajudar a organizar uma agenda que possa aproximar esses atores. Quando empresas, instituições de ensino e pesquisa e poder público trabalham de forma conectada, aumentam as possibilidades de desenvolver novos negócios e soluções”, explica a analista do Sebrae Minas Pâmela Dias.

Próximos passos

O Plano de Ação organiza as iniciativas em três grupos de trabalho: Governo, Empresas e Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTIs). Entre as propostas estão ações para aproximar empresas e instituições de pesquisa, apoiar pequenos negócios, mapear startups e laboratórios, desenvolver projetos de inovação aberta e fortalecer a governança do ecossistema.

Nos próximos 90 dias, os grupos deverão organizar as primeiras ações e definir responsáveis. Depois, o trabalho avança para a execução dos projetos e o acompanhamento dos resultados.

“O plano dá uma direção para o trabalho, mas ele precisa continuar sendo construído pelos próprios participantes do ecossistema. O Sebrae Minas contribui com metodologia e apoio técnico, enquanto empresas, instituições, pesquisadores e empreendedores trazem seus desafios, conhecimentos e oportunidades. É dessa combinação que podem surgir resultados concretos”, ressalta Pâmela.

Assessoria de Imprensa Sebrae Minas| Regional Sul
Luciana Trindade
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Fonte: Agência Sebrae de Notícias