Motoristas de aplicativo e taxistas que planejam trocar de veículo ganharam uma nova possibilidade de financiamento. O governo federal elevou de R$ 150 mil para R$ 200 mil o valor máximo dos carros novos que podem ser financiados pelo Programa Move Brasil, Táxi e Aplicativos, ampliando a quantidade de modelos que podem ser adquiridos pelos profissionais cadastrados.

A mudança foi oficializada nesta semana por uma portaria conjunta dos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Fazenda, publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União. O novo teto considera o valor registrado na nota fiscal do veículo e representa uma ampliação de R$ 50 mil no limite anterior.

Com a mudança, o governo estima que o critério de preço do programa passe a alcançar cerca de 88% dos veículos comercializados no mercado brasileiro, ante aproximadamente 63% com o limite anterior. A estimativa foi calculada com base nos dados de emplacamentos da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) de 2025.

Além do aumento do teto, o programa passou a contemplar novas configurações de veículos híbridos. Podem ser incluídos modelos que combinam motor elétrico com motores a combustão movidos a álcool, gasolina ou sistemas híbridos que utilizam os dois combustíveis. A medida mantém os critérios de eficiência energética e sustentabilidade previstos no programa.

Na prática, a ampliação permite que motoristas tenham acesso a uma faixa maior de veículos novos para trabalhar, incluindo modelos que ficavam acima do antigo limite de R$ 150 mil. Para quem utiliza o carro como ferramenta de trabalho, o valor financiável pode fazer diferença na escolha do veículo e nas condições de renovação da frota.

O Move Brasil está em vigor desde 27 de julho e prevê até R$ 30 bilhões em crédito para a compra de veículos novos por taxistas e motoristas de aplicativo. Apesar do volume de recursos, o governo reconhece que a adesão ao programa ainda está abaixo da expectativa inicial.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na quarta-feira (19) que Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal têm demonstrado maior disposição para realizar as operações, enquanto os bancos privados apresentam participação menor. O governo avalia mudanças para ampliar a presença dessas instituições e aumentar o número de financiamentos.

Para os profissionais interessados, o principal ponto da mudança é direto: o carro novo que antes precisava custar até R$ 150 mil agora pode chegar a R$ 200 mil para se enquadrar no limite de valor do programa, além da ampliação das opções de veículos híbridos.