Campo Grande chegou a 13 casos de raiva confirmados em morcegos em 2026 após a identificação de um animal infectado na região do bairro Sargento Amaral, próximo ao Horto Florestal. O novo registro reforça o alerta das autoridades para a presença do vírus na área urbana e para os cuidados que devem ser adotados pela população.

Segundo o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), 988 morcegos foram recolhidos neste ano por suspeita da doença, dos quais 13 tiveram resultado positivo para raiva. Apesar dos casos confirmados, as autoridades orientam que não há motivo para pânico, mas recomendam atenção diante da presença de animais com comportamento incomum.

A principal orientação é não tocar em morcegos encontrados caídos no chão, estejam vivos ou mortos, nem tentar retirá-los de dentro de casa. O local deve ser isolado e o CCZ acionado para que uma equipe especializada faça o recolhimento do animal e o encaminhe para análise.

A vacinação de cães e gatos também é apontada como uma das principais medidas de prevenção. A imunização dos animais ajuda a reduzir o risco de circulação do vírus e, consequentemente, protege também as pessoas que convivem com os pets.

A raiva é uma doença viral grave que compromete o sistema nervoso e apresenta alta letalidade após o aparecimento dos sintomas. A transmissão pode ocorrer por meio da saliva de animais infectados, incluindo morcegos, cães e gatos.

Em caso de suspeita, a recomendação é não manipular o animal e procurar o serviço de zoonoses para orientação e recolhimento adequado.