O Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central (BrC) ampliou em 2026 a estratégia de compras compartilhadas de medicamentos, com R$ 75 milhões já adquiridos neste ano e economia estimada em 20%. O balanço foi apresentado nesta segunda-feira (17), durante reunião de atualização de projetos e alinhamento estratégico da entidade, presidida pelo governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel.
A compra conjunta reúne Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia e Tocantins. Ao concentrar a demanda dos Estados participantes em processos licitatórios únicos, o consórcio busca ampliar o poder de negociação e reduzir custos na aquisição de medicamentos destinados à rede pública de saúde.
Segundo Riedel, a estratégia também tem impacto na logística de abastecimento das unidades de saúde. Para 2027, o BrC já iniciou um novo processo licitatório para a aquisição de 149 medicamentos, com adesão dos entes participantes.
Além da redução de custos, o modelo prevê o acompanhamento da execução das atas de registro de preços até a entrega dos medicamentos aos Estados. A proposta é evitar problemas no abastecimento e garantir que os produtos adquiridos cheguem às unidades de saúde dentro do planejamento estabelecido.
Durante a reunião, realizada em formato híbrido, também foram avaliados os resultados do primeiro semestre de 2026 e os próximos projetos do consórcio. A entidade utiliza a atuação conjunta dos sete Estados e do Distrito Federal para desenvolver iniciativas em áreas consideradas estratégicas.
Entre os temas discutidos está a integração logística e as rotas de comércio na América do Sul, incluindo a Rota Bioceânica, que tem Mato Grosso do Sul como um dos principais pontos de conexão. A articulação regional busca aproximar os Estados participantes de projetos de infraestrutura e comércio exterior.
Riedel assumiu a presidência do Consórcio Brasil Central em fevereiro deste ano, durante a Assembleia de Governadores realizada em Brasília. Na reunião desta segunda-feira, o governador apresentou um balanço dos projetos conduzidos de forma cooperada e alinhou novas frentes de trabalho para a entidade.
A atuação conjunta também prevê iniciativas para ampliar a capacidade de contratação e a articulação institucional entre os governos. Na área da saúde, a experiência das compras compartilhadas deve continuar em 2027 com o novo processo para os 149 medicamentos.