A violência voltou a assustar quem frequenta a região central de Campo Grande. Um homem venezuelano foi esfaqueado durante um assalto na noite desta sexta-feira (6), enquanto estava na Praça Ary Coelho, localizada na Avenida Afonso Pena, acompanhado da esposa e do filho. O caso reacende o debate sobre a falta de segurança nos espaços públicos e a necessidade de reforço no policiamento preventivo na região central.
De acordo com o boletim de ocorrência, a família foi abordada por dois homens ainda não identificados, que estavam armados com uma faca de aproximadamente 20 centímetros de lâmina. Durante a ação, os suspeitos levaram um aparelho celular e uma carteira que continha apenas documentos pessoais.
A vítima foi atingida por golpes de faca durante a abordagem. Conforme o registro policial, apresentava ferimentos na lateral do braço esquerdo e na região temporal esquerda, próxima ao ouvido. O homem foi encaminhado à Santa Casa de Campo Grande para receber atendimento médico.
A equipe médica acionou a Polícia Militar, que esteve no hospital e conversou com a vítima. Os policiais também tentaram localizar a esposa do homem, mas não conseguiram encontrá-la naquele momento. As circunstâncias da agressão ainda não foram totalmente esclarecidas, e o caso segue sob investigação para identificar os responsáveis.
O episódio chama a atenção por ter ocorrido em um dos espaços públicos mais tradicionais da Capital, frequentado diariamente por trabalhadores, comerciantes, moradores e famílias. A Praça Ary Coelho está localizada em uma área de grande circulação, mas a ocorrência de um assalto com violência e uso de arma branca aumenta a preocupação de quem passa pelo Centro.
A sensação de insegurança na região central é uma questão que exige atenção do poder público. Além dos impactos sobre quem trabalha e mantém estabelecimentos comerciais na área, episódios como esse afetam diretamente o direito da população de ocupar praças e espaços públicos sem medo de ser vítima da criminalidade.
Mais do que medidas pontuais, o Centro precisa de presença efetiva das forças de segurança, policiamento preventivo e ações que garantam tranquilidade a quem circula pela região. Afinal, a população não pode deixar de frequentar um dos principais cartões-postais de Campo Grande por medo da violência.