A casa e a oficina de um homem apontado por moradores como suspeito de importunação sexual foram depredadas durante a madrugada desta quarta-feira (30), na região do Lageado, em Campo Grande. Ao menos seis veículos que estavam no estabelecimento para reparos também teriam sido danificados durante o ataque, que, segundo relatos, foi organizado por moradores e começou por volta de 1h.

Conforme o registro da ocorrência, um grupo teria se mobilizado por meio de um grupo de WhatsApp do bairro para ir até o endereço. Na chegada, o portão principal foi derrubado e pedras e tijolos foram arremessados contra as janelas da residência. Móveis da cozinha, localizada no térreo, também foram danificados.

Os veículos de clientes que estavam na oficina para manutenção tiveram os vidros quebrados. Policiais militares que atenderam a ocorrência informaram que a acusação atribuída ao homem seria de importunação sexual. O suspeito não estava no imóvel quando as equipes chegaram.

Ainda segundo os policiais, familiares do homem estariam com medo devido às ameaças recebidas depois que a acusação começou a circular. Relatos apontam que pessoas teriam ido ao endereço mais de uma vez para atacar a casa e o comércio da família.

Moradoras da região também relataram que o homem seria conhecido no bairro por supostamente abordar e importunar mulheres. Uma delas afirmou que, em uma situação anterior, um grupo de mulheres teria procurado a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) para registrar ocorrência. Outra moradora disse que uma filha teria sido abordada pelo suspeito e que, posteriormente, ele e a companheira foram até a residência da família para discutir o episódio.

Segundo uma das moradoras ouvidas pela reportagem, o homem participaria de um grupo de WhatsApp do bairro e teria enviado imagens íntimas, além de pedir que mulheres encaminhassem fotografias de partes íntimas. Essas informações, porém, integram relatos de moradores e não representam, por si só, confirmação da prática de crime.

A Polícia Militar, a Polícia Civil e a Perícia estiveram no endereço após a depredação. O caso foi registrado como violação de domicílio. A reportagem também tentou contato com familiares do suspeito, mas não obteve retorno até a publicação.