sexta-feira, 22 de maio de 2026

Frescal de São Joaquim conquista IG e fortalece tradição da Serra Catarinense

A carne Frescal de São Joaquim, na Serra Catarinense, conquistou o registro de Indicação Geográfica (IG) na modalidade Indicação de Procedência (IP), concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O processo de estruturação da IG contou com apoio técnico e articulação do Sebrae, envolvendo governança territorial, organização dos produtores e definição dos critérios técnicos do produto.

O reconhecimento valoriza a tradição produtiva da região e reforça o protagonismo de São Joaquim no cenário nacional de produtos de origem. “A atuação do Sebrae foi primordial. Sem esse auxílio, a gente não saberia nem por onde começar. Todo o trabalho desenvolvido desde as outras indicações geográficas facilitou muito o caminho e ajudou a estruturar a governança e o caderno técnico da carne Frescal”, ressalta o presidente da Cooperativa Novilhos do Futuro (Coopernovilhos), Fabio Shindi Tashima.

Produzida a partir de características próprias de preparo, conservação e consumo, a frescal já se consolidou como um atrativo turístico da região, especialmente durante o inverno catarinense. Segundo Fabio Shindi Tashima, o reconhecimento deve ampliar ainda mais a conexão do produto com a gastronomia e o turismo local.

Frescal de São Joaquim ganha Indicação Geográfica do INPI | Foto: Divulgação

“O Frescal já é um atrativo turístico. Em períodos de frio intenso, o volume de vendas aumenta bastante. E as IGs acabam caminhando juntas: os restaurantes buscam inserir esses produtos nos pratos, fortalecendo toda a economia local”, afirma.

Na avaliação da coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae Nacional, Hulda Giesbrecht, a nova IG reforça o potencial das Indicações Geográficas como instrumento de desenvolvimento territorial e valorização das identidades regionais brasileiras.

As Indicações Geográficas fortalecem os pequenos produtores, agregam valor aos produtos e ampliam oportunidades econômicas para os territórios. No caso do produto Frescal de São Joaquim, o reconhecimento evidencia a força da tradição produtiva da Serra Catarinense e sua conexão com qualidade, origem e cultura local.

Hulda Giesbrecht, coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae Nacional

Além da valorização comercial, os produtores destacam que a IG também representa um compromisso com a preservação da autenticidade do produto. Para isso, foi estruturado um caderno de especificações técnicas com critérios rigorosos relacionados à produção e à matéria-prima utilizada. A proposta, segundo Fabio, não é competir em escala com carnes comuns do mercado, mas consolidar a Frescal de São Joaquim como um produto diferenciado, ligado à identidade e à tradição da Serra Catarinense.

Santa Catarina passa a contar com 11 Indicações Geográficas, envolvendo diferentes cadeias produtivas ligadas ao território serrano: Uva Goethe; Banana de Corupá; Queijo Artesanal Serrano; Vinhos de Altitude; Mel de Melato da Bracatinga; Maçã Fuji de São Joaquim; Erva-Mate do Planalto Norte Catarinense; Linguiça Blumenau; Cachaça e Aguardente de Luiz Alves; Banana de Luiz Alves e agora o Frescal de São Joaquim.

Com a nova concessão para SC, o Brasil alcança a marca de 161 Indicações Geográficas nacionais reconhecidas pelo INPI, sendo 128 Indicações de Procedência e 33 Denominações de Origem.


Fonte: Agência Sebrae de Notícias