Neste domingo (4), os eleitores de Mato Grosso do Sul terão pela frente uma votação com seis escolhas na urna eletrônica: deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República. Com 2,02 milhões de pessoas aptas a votar no Estado, a recomendação é conferir antecipadamente o local de votação, separar um documento com foto e ficar atento à ordem dos cargos.

As seções eleitorais funcionarão das 7h às 16h. Para votar, o eleitor poderá apresentar documento oficial com foto, inclusive em formato digital, como RG, CNH, certificado de reservista ou passaporte. O e-Título também pode ser usado, desde que o aplicativo apresente a fotografia do eleitor, recurso disponível para quem tem a biometria cadastrada.

Uma das particularidades desta eleição em Mato Grosso do Sul está na escolha para o Senado. Como duas vagas estão em disputa, o eleitor deverá registrar dois candidatos diferentes. A votação será feita separadamente para cada cadeira, e não é possível escolher o mesmo nome duas vezes.

Campo Grande concentra a maior parte do eleitorado estadual, com 640.427 pessoas aptas a votar, o equivalente a 31,6% do total. Dourados aparece em seguida, com 166.148 eleitores, enquanto Três Lagoas tem 88.668, Ponta Porã, 70.104, e Corumbá, 67.791. Figueirão, com 2.810 eleitores, é o município com o menor eleitorado do Estado.

O perfil do eleitorado também revela uma maioria feminina. As mulheres representam 52,8% dos eleitores de MS, com 1.069.380 pessoas, enquanto os homens somam 955.504, ou 47,1%. Em Campo Grande, a participação feminina é ainda maior e chega a 54,4%.

Na disputa majoritária, estão registrados oito candidatos ao governo, dez ao Senado, além de 124 candidatos a deputado federal e 253 a deputado estadual. Para os cargos proporcionais, porém, a lógica da eleição é diferente: as cadeiras são distribuídas de acordo com a votação dos partidos, pelo sistema proporcional.

Por isso, a votação de deputados não depende apenas de quem recebeu mais votos individualmente. Primeiro são calculados os quocientes eleitoral e partidário, que ajudam a definir quantas cadeiras cada legenda conquista. Depois, os candidatos mais votados dentro dos partidos ocupam essas vagas.