Os empregados da Caixa Econômica Federal em Mato Grosso do Sul decidem nesta segunda-feira (21) se aceitam a nova proposta apresentada pelo banco e encerram a greve iniciada em 10 de setembro. A paralisação continua nas principais regiões do Estado até a votação das assembleias sindicais.

O principal ponto da negociação é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. Pela nova proposta, a participação da Caixa no custeio do plano passaria de 6,5% para 9% a partir de 2027, mantendo o modelo solidário e retirando a cobrança diferenciada por faixa etária.

Para 2026, não está previsto reajuste nas mensalidades, e a Caixa assumiria o déficit do plano. A partir de 2027, a contribuição do titular seria de 3,7% da remuneração-base. Para dependentes diretos, a mensalidade prevista é de R$ 560; para filhos de 21 a 24 anos, R$ 660; e para filhos de 24 a 27 anos e pais ou mães remanescentes, R$ 900.

Em Campo Grande e região, os trabalhadores haviam rejeitado a proposta anterior por 63,3% dos votos. Em Dourados, a rejeição chegou a 78,95%. Já na região de Naviraí, 91,11% votaram pela continuidade da greve. Também há paralisação ou mobilização nas bases de Três Lagoas e Ponta Porã, além dos municípios atendidos pelos respectivos sindicatos.

A nova proposta também prevê mudanças em outros pontos do acordo coletivo, como redução da cobrança por consultas em pronto atendimento, de R$ 150 para R$ 120, manutenção da isenção de coparticipação em consultas por telemedicina e avanços em temas como promoção por mérito, carreira, pessoas com deficiência, direito à desconexão, férias e saúde dos trabalhadores.

Durante a paralisação, a Caixa mantém disponíveis serviços pelos canais digitais, terminais de autoatendimento e correspondentes bancários para operações que podem ser realizadas por esses meios. A decisão das assembleias desta segunda-feira definirá se o movimento será encerrado ou continuará nas diferentes bases sindicais de Mato Grosso do Sul.