segunda-feira, 22 de junho de 2026

Militar do Exército admite em depoimento que bebeu e tentou furar sinal antes de matar vigilante

O militar do Exército de 22 anos preso após o acidente que matou a vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos, confessou à Polícia Civil que havia ingerido bebida alcoólica horas antes da colisão e que tentou avançar o sinal vermelho no cruzamento das ruas Maracaju e Padre João Crippa, na região central de Campo Grande. A vítima retornava do trabalho em uma motocicleta quando foi atingida pela caminhonete S10 conduzida pelo jovem, às 6h24 de sábado (21), justamente no Dia do Vigilante.

Em depoimento prestado na Depac Cepol, o militar relatou que consumiu vodka com energético por volta de 0h45, na companhia de um amigo. Segundo ele, os dois passaram por bares da região central, seguiram para um estabelecimento de alimentação no bairro Guanandi e, em seguida, se deslocavam para o bairro Nova Lima para encontrar duas amigas.

O jovem afirmou que, durante o trajeto, a caminhonete teria raspado o retrovisor de outro veículo e que o motorista passou a persegui-los, buzinando e tentando fechar a caminhonete. Assustado, disse ter acelerado para fugir da situação. Foi nesse momento que chegou ao cruzamento onde ocorreu a colisão fatal.

Durante o interrogatório, o militar admitiu que tentou atravessar o semáforo fechado. Ele declarou que não percebeu a aproximação da motocicleta conduzida por Miriam e que somente após a batida tomou conhecimento de que a vítima havia morrido. Conforme seu relato, desceu do veículo e entrou em estado de choque ao ser informado sobre o óbito.

Imagens de câmeras de segurança analisadas pela polícia mostram a caminhonete descendo a Rua Maracaju em alta velocidade antes de atingir a motociclista. Com a força do impacto, Miriam foi arremessada e morreu ainda no local. A caminhonete perdeu o controle, derrubou uma árvore e parou no estacionamento de uma clínica médica.

O militar foi preso em flagrante e passou por audiência de custódia na manhã desta segunda-feira (23), no Fórum Heitor Medeiros. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que aguarda a conclusão de laudos periciais para determinar a velocidade do veículo e confirmar a eventual influência do consumo de álcool na condução da caminhonete.

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