O ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal morreu na madrugada desta segunda-feira (13), aos 60 anos, após complicações cardíacas. Ele estava internado na Santa Casa da Capital desde a madrugada de domingo (12), quando voltou a passar mal no Presídio Militar Estadual, onde cumpria prisão preventiva. Bernal completaria 61 anos nesta terça-feira (14).
Bernal havia sofrido um infarto no início do mês e passou por procedimentos para desobstrução de artérias, com implantação de stents. Após receber alta hospitalar na última sexta-feira (10), retornou ao Presídio Militar. Menos de dois dias depois, apresentou um quadro de hipotensão, foi socorrido e encaminhado novamente à Santa Casa, onde permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo informações divulgadas pela defesa, ele passou por um novo procedimento cirúrgico, mas não resistiu.
A morte foi confirmada pela Polícia Militar, responsável pela escolta do ex-prefeito, e pelo advogado Wilton Acosta, que integrava sua defesa.
Alcides Bernal estava preso desde 24 de março, após se entregar à polícia depois da morte do auditor fiscal aposentado Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos. O crime ocorreu durante uma disputa pela posse de um imóvel no Jardim dos Estados, em Campo Grande. Bernal respondia por homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo e invasão de domicílio. No fim de junho, a Justiça decidiu submetê-lo a julgamento pelo Tribunal do Júri, mantendo a prisão preventiva. A defesa sustentava que ele agiu em legítima defesa.
Na última sexta-feira (10), a Justiça havia negado um pedido de prisão domiciliar apresentado pelos advogados, que alegavam a necessidade de repouso após três procedimentos cardíacos recentes e afirmavam que o sistema prisional não oferecia as condições adequadas para a recuperação clínica.
Naturalmente ligado à comunicação, Bernal iniciou sua trajetória pública como radialista e apresentador de televisão, conquistando popularidade em Mato Grosso do Sul. Também atuou como advogado e ingressou na política ao ser eleito vereador de Campo Grande em 2004, sendo reeleito posteriormente. Em seguida, assumiu mandato como deputado estadual antes de disputar a Prefeitura da Capital.
Em 2012, foi eleito prefeito de Campo Grande. Pouco mais de um ano depois, teve o mandato cassado pela Câmara Municipal, mas retornou ao cargo por decisão da Justiça, que considerou ilegal o processo de cassação. Após concluir o mandato, não voltou a vencer eleições e passou a responder a processos judiciais, alguns deles com condenações que resultaram em sua inelegibilidade.
Até o momento, a família não havia divulgado informações sobre o velório e o sepultamento.








