Publicado em 14 maio 2026
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por Daniel •
A passarela montada próxima ao Porto, em Corumbá, trouxe, na noite desta quinta-feira (14), o colorido da moda feminina e masculina feita por oito estilistas de Mato Grosso do Sul. O Festival América do Sul preencheu com colorido e versatilidade o fim de tarde desta quinta-feira agraciado com o belíssimo pôr-do-sol de Corumbá.
O desfile começou com a Márcia Lobo, que faz crochê. Ela apresentou uma coleção lindíssima da Copa do Mundo. Depois foi a vez da marca Sutis, de Dourados, uma marca de upcycling de bolsas, kimonos, calças, vestidos. Logo depois veio a C4 Criações, que faz uma moda muito bacana, que sai daquele artesanato que todo mundo conhece de tapetinhos e de florzinhas e vem para roupa, com o ponto filé. A marca já bastante conhecida Why Not By Gugliato, que já é uma referência aqui no estado de upcycling, fechou o primeiro bloco do desfile. O segundo bloco começou com uma marca de moda africana, a Ayele Tissu. Logo em seguida foi a vez de dois estreantes nas passarelas dos festivais, que é a marca Pure, que é uma marca de streetwear, e a marca também de streetwear, Bang Wear.. E fechou no desfile a FNK, que é roupa de dança, de performance e de urbana também.
Carla Velasco, coordenadora do desfile e dos estandes de moda e artesanato internacional do Festival, disse que o desfile de hoje trouxe a afirmação de que moda não é apenas futilidade, sim cultura, arte, diversidade, principalmente diversidade, porque hoje a moda trabalha na passarela com uma pluralidade de corpos. “São corpos diversos, temos pessoas de todos os tamanhos, cores e formatos, então isso é bastante importante. E o que traz isso é a moda autoral, a moda autoral que foge do que a indústria”.
A estilista Márcia Lobo, que trouxe para o Festival a coleção Pontos Brasil, toda focada nas nossas cores da bandeira, verde, amarelo, azul e branco, disse o Festival é um momento muito importante, é legal poder ter a oportunidade de trazer esse desfile para esse festival. “De um festival tão bonito, tão grandioso, que já tem um nome também no estado, fora do Brasil, e com essa paisagem maravilhosa na beira do Rio Paraguai. Então, estou muito feliz com essa oportunidade”.
A estilista e produtora cultural Pati Maecawa participa pela primeira vez do Festival com a sua moda autoral. Para ela e sua equipe, é uma satisfação muito grande poder participar com a sua coleção de streetwear, voltado à cultura hip hop. “É um prazer imenso de a gente poder trazer os elementos através da moda pra região do Pantanal, pra uma cidade de fronteira, pra divulgar mais o nosso trabalho e divulgar mais a cultura hip hop também”.
Com muita criatividade, o estilista Edson Clair, da FNK Urban Wear, trouxe para a passarela do Festival um desfile dançante com o grupo Soul Guetto, de Corumbá. Edson diz que a inspiração veio da dança. “A dança me inspira muito, porque eu comecei me interessar pela moda muito criança. E pela dança também. E aí com o FNK, com o meu grupo, eu consegui unir os dois. Que aí eu fazia todos os figurinos. E depois de um tempo eu lancei essa marca. E aí é uma forma de a gente dar vida para o movimento urbano através da roupa e através do movimento”.
No meio do público, a costureira Neura Rocha Pego, moradora de Corumbá, achou o desfile muito bom. “Está de parabéns, maravilhoso, as roupas estão muito bonitas, gostei muito, maravilhoso mesmo. É bom para incentivar, principalmente as pessoas que costuram como eu, trazer para a cidade também, para ver as novas modas, trazer novas modas de fora. É muito bom, amei muito mesmo”.
Texto Karina Lima
Fotos Ricardo Gomes















