Na última sexta-feira (15), Kelly Laura, de 44 anos, tornou-se a 13ª vítima de feminicídio no Estado em 2026. Ela foi morta a tiros no bar onde trabalhava, em Nova Andradina. O principal suspeito do crime é Erik Lacerda Chagas. Já nesta segunda-feira (18), Fabiola Marcotti, de 51 anos, foi a 14ª vítima de feminicídio registrada neste ano em Mato Grosso do Sul. Ela foi morta com um tiro na cabeça, em Campo Grande, e o principal suspeito é o marido, João Jazbik Neto.
Para Luiza Ribeiro, os casos reforçam a gravidade da violência enfrentada diariamente pelas mulheres sul-mato-grossenses. Dados dos feminicídios registrados no Estado em 2026 mostram que todos os crimes foram cometidos por homens, que a maioria aconteceu dentro da residência das vítimas e que, em quase 90% dos casos, os autores eram companheiros ou ex-companheiros.
“Não podemos naturalizar essa violência. É revoltante perceber que seguimos perdendo mulheres para o feminicídio enquanto ainda faltam investimentos concretos em prevenção, acolhimento e proteção. Estamos falando de vidas interrompidas pela violência machista”, afirmou a vereadora.
Diante do cenário, Luiza Ribeiro reforçou a necessidade da criação de uma Secretaria Estadual da Mulher em Mato Grosso do Sul, com autonomia, orçamento próprio e estrutura adequada para coordenar políticas públicas efetivas de combate à violência de gênero.
“É urgente que o Estado trate essa pauta como prioridade. Precisamos fortalecer a rede de proteção, ampliar campanhas educativas e garantir atendimento especializado para salvar vidas”, destacou.








