Durante a audiência, foram apresentados levantamentos realizados pela comissão instituída pela Procuradoria-Geral do Município (PGM), incluindo dados sobre autuações aplicadas ao Consórcio Guaicurus por descumprimentos operacionais e falhas na prestação dos serviços.
Luiza lembrou que o relatório produzido pela CPI reuniu depoimentos, audiências públicas, análise de documentos e relatórios técnicos que revelam a realidade enfrentada diariamente pelos usuários do transporte coletivo da Capital.
“A população convive há anos com ônibus velhos, atrasos, superlotação e um serviço que não atende às necessidades da cidade. O trabalho da CPI mostrou, com dados e documentos, que o interesse público precisa estar acima dos interesses econômicos do contrato”, afirmou.
A vereadora também destacou a oportunidade aberta pelo Governo Federal para a renovação da frota. Segundo ela, existem condições extremamente favoráveis para a aquisição de novos veículos, com financiamento de até 200 ônibus, juros de apenas 5% ao ano, prazo de 30 anos para pagamento e carência de quatro anos.
“Com a intervenção em andamento, Campo Grande não pode perder a chance de modernizar sua frota e oferecer mais conforto e segurança para os passageiros”, defendeu.
Outro ponto levantado por Luiza foi a necessidade de ampliar o debate sobre a implantação da tarifa zero. A parlamentar ressaltou que a proposta já vem sendo discutida e adotada em diversas cidades brasileiras como forma de ampliar o acesso da população ao transporte público e garantir mais mobilidade urbana.
Para a vereadora, o momento exige decisões que priorizem os usuários do sistema. “Chegou a hora de garantir um transporte coletivo seguro, moderno, eficiente e acessível. O transporte público é um direito da população e precisa ser tratado como prioridade”, concluiu.

