A Rua 14 de Julho, consolidada como um dos principais polos de lazer, gastronomia e entretenimento de Campo Grande, voltou a registrar um caso de criminalidade no fim de semana. Na noite de sábado (25), um homem teve o celular e uma bolsa furtados enquanto comemorava o aniversário em um bar da região e, horas depois, passou a receber mensagens exigindo dinheiro para recuperar os pertences.

O caso chama atenção porque ocorre em um momento em que a região central vive uma retomada da economia noturna. Nos últimos anos, a 14 de Julho passou a reunir bares, restaurantes, apresentações culturais e eventos que atraem moradores e turistas, movimentando o comércio e incentivando o empreendedorismo no Centro da Capital.

Apesar do crescimento do fluxo de pessoas, comerciantes e frequentadores defendem que o espaço precisa de investimentos permanentes em segurança, manutenção e ordenamento urbano para acompanhar a nova realidade. A avaliação é de que a revitalização da via trouxe de volta o público, mas exige uma atuação contínua do poder público para garantir um ambiente seguro e fortalecer a atividade econômica durante o período noturno.

Na última semana, a Prefeitura de Campo Grande iniciou uma ação de diagnóstico na Rua 14 de Julho para mapear a situação dos estabelecimentos ligados à economia noturna. O levantamento inclui a verificação de licenças, ocupação do espaço público, emissão de ruídos e outras questões relacionadas ao ordenamento urbano. Durante a fiscalização, também foram identificadas situações como descarte irregular de resíduos, consumo de drogas em vias públicas e problemas que impactam moradores, empresários e frequentadores.

Segundo a administração municipal, a proposta é utilizar os dados para construir, em conjunto com comerciantes e representantes do setor, medidas que fortaleçam a economia noturna e promovam um ambiente mais seguro e organizado. A expectativa é que o trabalho resulte em ações permanentes que consolidem a Rua 14 de Julho como referência de lazer, cultura e gastronomia em Campo Grande.

Enquanto isso, o caso registrado neste sábado segue sob investigação da Polícia Civil. A vítima informou que chegou a localizar o aparelho por meio do rastreamento e chegou a pagar R$ 100 para recuperar o celular, mas os demais objetos não foram devolvidos. O boletim de ocorrência foi registrado como furto e extorsão.