A Câmara Municipal de Campo Grande realizou na manhã desta sexta-feira (15) ,
audiência pública para discutir o Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027. Relator da proposta, o vereador Landmark Rios (PT) fez uma série de questionamentos ao secretário municipal de Fazenda, Isaac José de Araújo, cobrando prioridade para concursos públicos, habitação popular, fortalecimento dos serviços públicos e maior participação do Governo do Estado no financiamento da Capital.
A audiência foi promovida pela Comissão Permanente de Finanças e Orçamento da Casa de Leis, presidida pelo vereador Otávio Trad, e reuniu vereadores, representantes da Prefeitura, servidores públicos e membros da sociedade civil.
Durante a audiência, Landmark questionou a situação fiscal do município e a possibilidade de realização de concursos públicos em áreas com déficit de pessoal, especialmente saúde e educação.
“Temos margem suficiente para concurso público? Quais áreas possuem déficit de pessoal para 2027?”, questionou o vereador durante o debate.
Em resposta, o secretário Isaac informou que o município fechou dezembro com comprometimento de 54,08% da receita corrente líquida com despesas de pessoal, acima do limite prudencial, o que atualmente impede novos concursos públicos. Segundo ele, a Prefeitura trabalha para reduzir esse índice e equilibrar as contas.
“Hoje está em 54% e alguma coisa. Nós estamos buscando diminuir isso para equalizar o orçamento”, afirmou o secretário.
Habitação, favelas e serviços públicos
Landmark também cobrou prioridade para habitação social dentro da construção do orçamento de 2027 e voltou a defender o projeto do mandato que prevê destinação de 1% do orçamento municipal para políticas habitacionais.
O vereador destacou o crescimento das comunidades e ocupações em Campo Grande e afirmou que a cidade precisa enfrentar o problema de frente.
“Campo Grande tem hoje mais de 220 comunidades, favelas e ocupações. Nós precisamos encarar de frente essa realidade e garantir investimento em habitação popular”, afirmou.
Durante a fala, Landmark também criticou propostas recentes de privatização e terceirização de serviços públicos na Capital, citando os debates envolvendo saúde e educação.
“Eu sou contra tudo aquilo que significa privatização do serviço público. Nós vamos brigar sempre pela educação pública gratuita, pelo SUS gratuito e pelas políticas públicas que empoderam a população”, declarou.
Relação com o Estado e perda de arrecadação
Outro ponto levantado pelo parlamentar foi a redução de repasses estaduais para Campo Grande, especialmente em relação ao ICMS, Fundersul e FIS.
Segundo Landmark, a Capital concentra serviços de saúde e atende pacientes de todo o Estado, o que aumenta a pressão sobre os serviços públicos municipais.
“Campo Grande recebe pacientes de todos os municípios. Isso impacta diretamente nossos serviços públicos. Qual é a estratégia da Secretaria para discutir isso com o Governo do Estado?”, questionou.
O secretário Isaac respondeu que a Prefeitura mantém discussões técnicas permanentes para buscar alternativas e melhorar os repasses estaduais, mas relatou dificuldades no acesso a dados fiscais utilizados pelo Estado na distribuição dos recursos.
“Estamos incessantemente buscando alternativas e soluções para sermos efetivos naquilo que propomos”, afirmou.Mais de 100 emendas já foram apresentadas
Durante a audiência, Landmark informou que já recebeu mais de 100 propostas de emendas ao projeto da LDO, que segue em fase de discussão na Câmara Municipal.
Os vereadores têm até o dia 20 de maio para apresentar emendas ao texto, que posteriormente receberá parecer final antes da votação em plenário.
O Projeto de Lei 12.379/2026 prevê orçamento estimado superior a R$ 7,2 bilhões para Campo Grande em 2027 e estabelece as diretrizes para áreas como saúde, educação, habitação, infraestrutura e assistência social.
audiência pública para discutir o Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027. Relator da proposta, o vereador Landmark Rios (PT) fez uma série de questionamentos ao secretário municipal de Fazenda, Isaac José de Araújo, cobrando prioridade para concursos públicos, habitação popular, fortalecimento dos serviços públicos e maior participação do Governo do Estado no financiamento da Capital.
A audiência foi promovida pela Comissão Permanente de Finanças e Orçamento da Casa de Leis, presidida pelo vereador Otávio Trad, e reuniu vereadores, representantes da Prefeitura, servidores públicos e membros da sociedade civil.
Durante a audiência, Landmark questionou a situação fiscal do município e a possibilidade de realização de concursos públicos em áreas com déficit de pessoal, especialmente saúde e educação.
“Temos margem suficiente para concurso público? Quais áreas possuem déficit de pessoal para 2027?”, questionou o vereador durante o debate.
Em resposta, o secretário Isaac informou que o município fechou dezembro com comprometimento de 54,08% da receita corrente líquida com despesas de pessoal, acima do limite prudencial, o que atualmente impede novos concursos públicos. Segundo ele, a Prefeitura trabalha para reduzir esse índice e equilibrar as contas.
“Hoje está em 54% e alguma coisa. Nós estamos buscando diminuir isso para equalizar o orçamento”, afirmou o secretário.
Habitação, favelas e serviços públicos
Landmark também cobrou prioridade para habitação social dentro da construção do orçamento de 2027 e voltou a defender o projeto do mandato que prevê destinação de 1% do orçamento municipal para políticas habitacionais.
O vereador destacou o crescimento das comunidades e ocupações em Campo Grande e afirmou que a cidade precisa enfrentar o problema de frente.
“Campo Grande tem hoje mais de 220 comunidades, favelas e ocupações. Nós precisamos encarar de frente essa realidade e garantir investimento em habitação popular”, afirmou.
Durante a fala, Landmark também criticou propostas recentes de privatização e terceirização de serviços públicos na Capital, citando os debates envolvendo saúde e educação.
“Eu sou contra tudo aquilo que significa privatização do serviço público. Nós vamos brigar sempre pela educação pública gratuita, pelo SUS gratuito e pelas políticas públicas que empoderam a população”, declarou.
Relação com o Estado e perda de arrecadação
Outro ponto levantado pelo parlamentar foi a redução de repasses estaduais para Campo Grande, especialmente em relação ao ICMS, Fundersul e FIS.
Segundo Landmark, a Capital concentra serviços de saúde e atende pacientes de todo o Estado, o que aumenta a pressão sobre os serviços públicos municipais.
“Campo Grande recebe pacientes de todos os municípios. Isso impacta diretamente nossos serviços públicos. Qual é a estratégia da Secretaria para discutir isso com o Governo do Estado?”, questionou.
O secretário Isaac respondeu que a Prefeitura mantém discussões técnicas permanentes para buscar alternativas e melhorar os repasses estaduais, mas relatou dificuldades no acesso a dados fiscais utilizados pelo Estado na distribuição dos recursos.
“Estamos incessantemente buscando alternativas e soluções para sermos efetivos naquilo que propomos”, afirmou.Mais de 100 emendas já foram apresentadas
Durante a audiência, Landmark informou que já recebeu mais de 100 propostas de emendas ao projeto da LDO, que segue em fase de discussão na Câmara Municipal.
Os vereadores têm até o dia 20 de maio para apresentar emendas ao texto, que posteriormente receberá parecer final antes da votação em plenário.
O Projeto de Lei 12.379/2026 prevê orçamento estimado superior a R$ 7,2 bilhões para Campo Grande em 2027 e estabelece as diretrizes para áreas como saúde, educação, habitação, infraestrutura e assistência social.
Texto: Renan Nucci
Foto: Pedro Roque






