sábado, 6 de junho de 2026

Cérebro armazena 10 vezes mais informação do que se pensava

Cérebro armazena 10 vezes mais informação do que se pensava
Augusto Dala Costa

Cérebro armazena 10 vezes mais informação do que se pensava

Uma nova pesquisa investigando o cérebro confirmou que o órgão consegue reter 10 vezes mais informação do que se pensava, com base nas ligações entre neurônios
e como elas se comportam em cada sinapse. Anteriormente, pensava-se que as sinapses tinham número e tamanho limitados, restringindo também a quantidade de informação possível de se armazenar. O novo estudo muda isso.

A capacidade de armazenamento do cérebro é medida em bits, como em um computador. Esse número se baseia nas conexões entre neurônios — sinapses —, que puderam ser investigadas com maior precisão por cientistas da Universidade da Califórnia e da Universidade do Texas. A cobaia avaliada foi um rato de laboratório, que teve a parte do cérebro responsável pela memória e aprendizado examinada de perto.

Sinapses e informação

Para entender quanto de informação conseguimos guardar, é necessário saber a capacidade de processamento dos circuitos neurais
. No cérebro humano, há mais de 100 trilhões de sinapses, realizadas com a ajuda de mensageiros químicos (ou neurotransmissores
).


Siga o Canaltech no Twitter
e seja o primeiro a saber tudo o que acontece no mundo da tecnologia.

À medida que aprendemos, a transferência de informação por sinapses específicas aumenta, o que nos ajuda a reter a nova informação. Geralmente, sinapses ficam mais fortes ou mais fracas proporcionalmente à atividade dos neurônios
, o que se chama “plasticidade sináptica”.

A força de cada sinapse pode ser medida ao investigar as características físicas do fenômeno, mas também ao ver como os neurônios se comportam — um neurônio
, às vezes, ativa um par de sinapses, por exemplo.

A ciência buscava descobrir, então, se uma mesma mensagem gerava um sinal de força igual em cada uma das sinapses do par gerado, o que era difícil saber quanta informação cada sinapse guarda.

O estudo fez uso, então, da teoria da informação, uma maneira matemática de abordar a transmissão de dados em um sistema, além de descobrir a quantidade de ruído presente. O objeto de análise foi o hipocampo
de um rato, importante para a formação de memórias e aprendizado. Os pares de sinapse do roedor eram “vizinhos” e se ativaram em resposta ao mesmo tipo e quantidade de sinais cerebrais.

Descobriu-se, então, que o mesmo estímulo fazia os pares ficarem mais fortes ou mais fracos na mesma quantidade — em outras palavras, o cérebro é muito preciso na hora de ajustar a força de cada sinapse. Mais especificamente, cada sinapse
no hipocampo pode guardar entre 4,1 e 4,6 bits de informação, muito mais do que se acreditava anteriormente.

Ainda será preciso investigar melhor outras áreas do cérebro
de roedores e, posteriormente, de humanos para saber como o achado pode ser aplicado na nossa espécie, mas o avanço é importante para a ciência do órgão.

Como a idade e as doenças prejudicam as conexões cerebrais, saber mais sobre o funcionamento do cérebro poderá ajudar a fazer diagnósticos e a tratar doenças degenerativas com mais eficiência no futuro.

Leia a matéria no Canaltech
.

Trending no Canaltech:



Fonte

Enquete

[totalpoll id="195"]

Últimas