Uma comitiva formada por startups e representantes do ecossistema de inovação do Rio Grande do Sul participou de uma imersão em iniciativas de inovação, bioeconomia e impacto socioambiental no Pará. A missão técnica, recebida pelo Sebrae no Pará entre os dias 22 e 24 deste mês, promoveu conexões entre os negócios gaúchos e diferentes atores que atuam no desenvolvimento de soluções a partir da biodiversidade amazônica.

“Além de apresentar iniciativas do ecossistema amazônico, a missão teve como objetivo aproximar os empreendedores gaúchos de modelos reais de negócios de impacto e mostrar possibilidades de conciliar biodiversidade, ciência, conhecimento tradicional e sustentabilidade na Amazônia”, destacou o analista do Sebrae/PA, Kléber Broseghini.

Ao todo, 18 integrantes participaram da programação, entre nove startups atendidas pelo Capital Empreendedor RS, em uma edição voltada a negócios de impacto socioambiental, três startups do Inova Pampa, dois negócios do projeto Economia de Vilas, ligado ao programa Economias Portadoras de Futuro, além de representantes da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), da Ventiur e gestores de Projetos de Inovação do Sebrae RS.

Durante três dias, o grupo conheceu iniciativas instaladas em Belém e na Ilha do Combu. Eles tiveram contato com diferentes modelos de negócios que associam inovação e sustentabilidade na Amazônia.

A programação incluiu uma imersão no Parque de Ciência e Tecnologia Guamá, com apresentação do ecossistema do parque e do Programa Start Pará, além de visita à Inteceleri. A comitiva também conheceu as empresas Combinô, TexBi e Composta Belém e o CVACAB, laboratório voltado à valorização de compostos bioativos da Amazônia.

Grupo foi recebido na sede do Sebrae, em Belém. Foto: Agência Sebrae de Notícias/PA.
Grupo foi recebido na sede do Sebrae, em Belém. Foto: Agência Sebrae de Notícias/PA.

A experiência apresentou iniciativas de desenvolvimento territorial, com atividades na Agência Sebrae Ilhas, no Ygara e na Ilha do Combu. O grupo também participou de conexões com o Parque de Bioeconomia, o Ecossistema Local de Inovação (ELI), a Ventiur Smart Capital, o Açaí Valley, a Coalizão pelo Impacto e a Associação Brasileira de Empresas de Bioeconomia (ASSOBIO).

Para Sônia Sauer, gestora de Projetos de Inovação do Sebrae RS, a experiência também contribuiu para ampliar a capacidade de disseminação dos conhecimentos adquiridos durante a missão. “Vou confessar para vocês: ganhamos multiplicadores de inovação, impacto socioambiental e bioeconomia aqui no estado após essa vivência”, destacou.
 
Conexões e novos negócios 

A programação também buscou ampliar conexões e oportunidades de parceria e preparar os negócios para uma aproximação maior com investidores de impacto. Para os participantes, o contato direto com empreendedores, instituições e iniciativas paraenses trouxe novas referências para o desenvolvimento de seus próprios negócios.

“Para o Sebrae/PA, a aproximação entre os dois ecossistemas fortalece a circulação de conhecimentos e experiências sobre inovação e sustentabilidade e amplia as possibilidades de cooperação entre empreendedores, instituições e investidores”, finaliza Kléber.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias