A Justiça de Campo Grande aceitou a denúncia da Operação Antidotum e tornou sete pessoas rés por suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção na Santa Casa, maior hospital de Mato Grosso do Sul. A decisão é do juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal, e foi tomada na quinta-feira (1º).
Entre os réus estão ex-integrantes da direção do hospital e um empresário ligado à empresa Redvalue Tecnologia. A denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) aponta que o grupo teria participado de um esquema envolvendo um contrato para digitalização de prontuários.
Segundo o MPMS, o contrato, firmado em outubro de 2024, teria sido realizado sem estudos técnicos e resultou no pagamento de R$ 1,97 milhão por serviços que não teriam sido executados. Ainda conforme a denúncia, os recursos utilizados nos pagamentos eram provenientes do SUS.
Tornaram-se réus Alir Terra Lima, Jary de Carvalho e Castro, Rinaldo Hakme Romano, Alessandro Dias Junqueira, Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa, Monique Gregório de Oliveira e Maurício Aparecido Benites. Eles respondem a diferentes acusações, entre elas organização criminosa, peculato, falsidade ideológica e corrupção, conforme a participação atribuída a cada um pelo MPMS.
A Justiça determinou prazo de 10 dias para apresentação das respostas à acusação. O Ministério Público também pediu novamente a prisão preventiva de Jary Carvalho, mas o juiz determinou que o pedido seja apresentado em processo separado.
A denúncia ainda pede a perda de bens e cargos e o pagamento de R$ 1,97 milhão por danos materiais e o mesmo valor por danos morais coletivos. As acusações ainda serão analisadas no decorrer da ação penal, e os denunciados têm direito à defesa.
Em manifestação citada na reportagem, o advogado Murilo Marques afirmou que Alir Terra foi denunciada em razão de sua posição como presidente da Santa Casa e negou a prática de atos ilícitos por parte dela.