Somente neste ano, 16 mulheres já foram assassinadas por homens em crimes de feminicídio no estado.
A mais recente vítima foi Paula de Souza Conceição, de 29 anos, morta após receber uma facada no abdômen durante uma discussão com o namorado, em Fátima do Sul. O crime ocorreu na madrugada de sábado (11). O autor, Wagner dos Santos Ferreira, foi preso em flagrante.
Além do feminicídio, outro caso que chocou a população sul-mato-grossense foi a denúncia de estupro feita por uma paciente de 27 anos que estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande. O crime teria ocorrido durante a internação pós-parto. Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria aplicado medicamentos na paciente antes da violência sexual.
Para Luiza Ribeiro, os dois casos expõem a gravidade da violência enfrentada diariamente pelas mulheres e revelam a fragilidade da rede de proteção existente no estado.
“É revoltante que, em pleno 2026, ainda tenhamos que conviver com números tão alarmantes de feminicídios e com denúncias de violência sexual em um ambiente que deveria ser de cuidado e proteção. As mulheres têm o direito de viver sem medo, de circular livremente, de construir suas vidas e seus projetos sem que homens se sintam no direito de controlar seus corpos, suas escolhas ou decidir sobre suas vidas”, afirmou.
A parlamentar destaca que os crimes não podem ser tratados como casos isolados, mas como reflexo de uma cultura marcada pelo machismo e pela misoginia.
“Quando uma mulher é assassinada por seu companheiro ou ex-companheiro, ou quando uma paciente denuncia ter sido violentada dentro de um hospital, estamos diante de uma realidade que exige respostas concretas do poder público. Não podemos normalizar essa violência nem aceitar a omissão do Estado”, declarou.
Diante desse cenário, Luiza Ribeiro voltou a cobrar a criação da Secretaria Estadual da Mulher em Mato Grosso do Sul. Segundo ela, a estrutura é fundamental para articular ações entre diferentes órgãos, fortalecer a rede de atendimento e garantir investimentos permanentes em políticas públicas voltadas às mulheres.
“Não basta lamentar cada novo caso. É preciso agir. Mato Grosso do Sul precisa de uma Secretaria Estadual da Mulher que tenha autonomia, orçamento e capacidade de coordenar ações efetivas de prevenção à violência, acolhimento às vítimas e promoção da igualdade. Cada feminicídio e cada caso de violência contra a mulher reforçam a urgência dessa pauta”, concluiu.
Assessoria de Imprensa da Vereadora








