terça-feira, 9 de junho de 2026

“Campo Grande não pode virar uma cracolândia”, diz Salineiro ao pedir urgência em projeto de internação

Preocupado com o aumento do número de dependentes químicos vivendo nas ruas e com o surgimento de “cracolândias”, o vereador André Salineiro (PL) está buscando apoio na Câmara Municipal para acelerar a votação de um projeto de lei que estabelece diretrizes para o tratamento e a internação voluntária e involuntária de usuários de drogas em Campo Grande. Salineiro tentou colocar o projeto em votação nesta terça-feira (9), mas não conseguiu, porque a Comissão de Legislação, Justiça e Redação Fina (CCJ) pediu vistas, ou seja, os parlamentares querem verificar o texto antes.

A proposta cria regras para ampliar o acesso ao tratamento, fortalecer a atuação da rede pública de saúde e permitir, nos casos previstos pela legislação federal, a internação involuntária de dependentes químicos que estejam em situação de grave vulnerabilidade e não consigam aderir espontaneamente ao tratamento.

Segundo Salineiro, a situação tem se agravado em diferentes regiões da Capital, especialmente na área central, onde comerciantes, moradores e famílias convivem diariamente com cenas de consumo de drogas, degradação urbana e aumento da sensação de insegurança.

“Campo Grande está assistindo ao crescimento de áreas tomadas pelo consumo de drogas. Quem sofre não é apenas o dependente químico. Sofrem as famílias que perderam o controle da situação, os comerciantes que veem seus negócios sendo prejudicados e os moradores que convivem diariamente com esse problema. Não podemos fingir que isso é normal”, afirmou Salineiro.

O vereador destaca que o projeto não cria uma política de recolhimento forçado nem flexibiliza as garantias previstas na legislação federal. A internação involuntária somente poderá ocorrer mediante avaliação e autorização médica, quando outras alternativas terapêuticas se mostrarem insuficientes e observando todos os requisitos previstos em lei.

“O objetivo não é punir ninguém. É oferecer tratamento para pessoas que muitas vezes já perderam completamente a capacidade de buscar ajuda por conta própria. Estamos falando de uma questão de saúde pública, de dignidade humana e também de proteção às famílias”, explicou.

Entre os pontos previstos estão o atendimento por equipes multidisciplinares, a elaboração de plano individual de tratamento, a articulação entre saúde e assistência social e o acompanhamento da reinserção social e econômica dos pacientes. O texto também exige comunicação aos órgãos fiscalizadores, garantindo transparência e respeito aos direitos dos internados.

Caroline Maldonado
Assessoria de Imprensa do Vereado
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Fonte: Câmara Municipal de Campo Grande – MS

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