Criada para representar uma menina inteligente e curiosa que usa a computação para fazer do mundo um lugar melhor, a startup brasileira Tieta.ai acaba de conquistar reconhecimento internacional ao alcançar o 3º lugar na categoria Inteligência Artificial do BRICS Industrial Innovation Contest 2026. A cerimônia de premiação foi realizada nesta quarta-feira (27), em Xiamen, na China.
A empresa de base tecnológica é fluminense, com sede em Niterói (RJ) e incubada na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Entre 2022 e 2024, a startup foi acelerada pelo programa Catalisa ICT, iniciativa do Sebrae que apoia a criação de deeptechs, fomenta e capacita pesquisadores em uma jornada de inovação e empreendedorismo.
A CEO da Tieta.ai, Karla Marinho, diz que o apoio do Sebrae, por meio do Catalisa ICT, e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) foi fundamental na construção da trajetória da empresa até a premiação na China.
O Catalisa ICT é um programa importante, porque além de ajudar a financiar essa etapa inicial, também te coloca em um ambiente onde as coisas acontecem, proporcionando acesso a mentorias, capacitações, conexões com o ecossistema, o que contribuiu e muito para o amadurecimento tanto na tecnologia, quanto na nossa visão empresarial da startup.
Karla Marinho, CEO da Tieta.ai
Avaliação de indicadores educacionais
A Tieta.ai foi premiada internacionalmente pelo projeto Mantoan, ferramenta de IA desenvolvida para apoiar sistemas educacionais em larga escala. A solução combina conhecimento científico, inteligência artificial e psicometria em uma abordagem que pode reduzir tempo, custo e complexidade operacional na produção de indicadores educacionais.
“Acreditamos que o excelente resultado da premiação se deu sobretudo porque a gente busca resolver um problema que é universal aos países de desenvolvimento, que é buscar formas mais eficientes de avaliar e evoluir os seus sistemas educacionais”, avalia Karla Marinho.
O projeto da Tieta.ai foi finalista da categoria Inteligência Artificial ao lado de outros 29 projetos, em sua maioria da China, mas também da Rússia, Índia, Cuba, Indonésia e Malásia. Na opinião de Karla, o maior desafio como deeptech é trabalhar em um ciclo muito longo de desenvolvimento de soluções.
“Transformar conhecimento científico avançado em algo que gere valor para o mercado costuma exigir tempo, recurso, conexões estratégicas e validação. O Sebrae teve um papel importantíssimo, senão vital, para oferecer um ambiente estruturado para acelerar essa transição da academia, da pesquisa, para esse ecossistema de inovação”, comenta.

Catalisa ICT
Em execução de 2020, o Catalisa ICT já capacitou mais de 2.220 pesquisadores científicos de todas as regiões do Brasil e fomentou 585 planos de inovação de futuras deeptechs.
“O Catalisa ICT cumpre o papel de indutor do empreendedorismo científico, ou seja, atuando no nascedouro de deeptechs com potencial de alavancar inovação e competitividade no país”, pontua Hulda Giesbrecht, coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae Nacional.
Segundo ela, as deeptechs têm um grande potencial, ainda não adequadamente explorado. Mapeamento feito pela Emerge, com patrocínio do Sebrae, identificou 952 deeptechs no Brasil.
“Dois setores, Saúde e Agro, lideram esse mapeamento, respondendo juntos por 66% do ecossistema. Verificamos um grande potencial no aumento de deeptechs baseadas em pesquisas científicas a partir dos recursos da biodiversidade brasileira”, esclarece Hulda Giesbrecht.
Fonte: Agência Sebrae de Notícias









