A 11ª vítima foi Ely da Silva Quevedo, de 53 anos, que morreu após cair da própria caminhonete em movimento, na BR-163, em Campo Grande, e ser atropelada pelo ex-marido.
Nas redes sociais, a vereadora tem manifestado publicamente seu luto a cada novo caso de feminicídio registrado no estado. Apenas nesta semana, duas mulheres foram vítimas desse tipo de crime, levando a parlamentar a publicar duas manifestações de luto em seus perfis. Para ela, a repetição dessas postagens revela a gravidade da situação e a urgência de ações concretas para enfrentar a violência contra as mulheres.
“Não é normal que a gente precise publicar luto tantas vezes. As mulheres querem viver suas vidas com liberdade, com dignidade e segurança. Mas a realidade é que ainda existem homens que se acham donos das mulheres, de seus corpos, de suas vidas e até do seu destino”, afirmou.
Para Luiza Ribeiro, os feminicídios refletem uma cultura marcada pelo machismo e pela misoginia, que ainda naturaliza a violência e faz com que muitos homens acreditem que podem decidir o fim da vida de uma mulher.
Segundo a parlamentar, a repetição de casos exige respostas concretas do poder público. “Não podemos mais assistir a essas tragédias se repetirem. Cada mulher assassinada revela uma falha coletiva do Estado na proteção e na garantia de direitos”, destacou.
A vereadora defende a criação de uma Secretaria Estadual da Mulher em Mato Grosso do Sul, com orçamento próprio e estrutura para implementar políticas públicas efetivas de prevenção, proteção e enfrentamento à violência de gênero.
“Precisamos de políticas permanentes, articuladas e com recursos para proteger mulheres. Não dá mais para aceitar a omissão diante de uma realidade tão brutal”, concluiu.
A parlamentar também está mobilizando a sociedade para apoiar a pauta por meio de uma petição pública pela criação da Secretaria Estadual da Mulher, disponível para assinatura online.
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