O parlamentar apresentou e comentou o relatório preliminar elaborado pelo Conselho Municipal de Saúde, que aponta uma série de irregularidades na execução do contrato pela empresa PRODUSERV, responsável pelos serviços de limpeza, conservação e higienização nas unidades da rede municipal.
De acordo com o documento, foram identificadas falhas estruturais e operacionais que comprometem diretamente a qualidade dos serviços e colocam em risco a segurança sanitária de usuários e profissionais da saúde. Entre os principais problemas apontados estão a ausência de equipamentos obrigatórios, falta recorrente de insumos básicos como papel higiênico, sabonete líquido e produtos de limpeza, além da utilização de materiais inadequados para ambientes hospitalares .
O relatório também evidencia situações ainda mais graves, como a limpeza sendo realizada apenas com água em determinados períodos por falta de produtos, demora de até dois meses para reposição de materiais, ausência de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para trabalhadores e possíveis irregularidades trabalhistas, incluindo atrasos salariais e falta de concessão de férias .
Outro ponto que chamou atenção do vereador foi a possível falha na fiscalização do contrato, já que, segundo relatos, avaliações negativas do serviço não teriam gerado sanções ou impactos financeiros à empresa, indicando fragilidade na gestão pública do contrato .
Diante das denúncias, Maicon Nogueira fez um alerta contundente sobre os riscos da ampliação do modelo de terceirização na saúde pública municipal.
“Se a Prefeitura não consegue fiscalizar adequadamente um contrato de limpeza, como vai conseguir fiscalizar toda a rede de saúde terceirizada? Estamos falando de um serviço essencial, que exige controle rigoroso, transparência e responsabilidade”, afirmou o vereador.
Maicon reforçou seu posicionamento contrário à terceirização dos serviços de saúde em Campo Grande, destacando que a dificuldade de fiscalização pode comprometer ainda mais a qualidade do atendimento prestado à população.
“O que vemos nesse relatório é um retrato preocupante: falhas básicas, riscos sanitários e possível desperdício de dinheiro público. Não podemos permitir que esse modelo seja ampliado para toda a saúde municipal”, completou.
O vereador afirmou que seguirá acompanhando o caso, cobrando providências dos órgãos competentes e defendendo uma gestão eficiente, transparente e comprometida com a qualidade dos serviços públicos de saúde.
A atuação de Maicon Nogueira reforça seu papel fiscalizador e sua defesa firme por um sistema de saúde público que garanta segurança, dignidade e atendimento de qualidade para todos os campo-grandenses.








