Mato Grosso do Sul já registra sete mortes confirmadas por chikungunya e quase 3,7 mil casos prováveis da doença até a 12ª semana epidemiológica de 2026. Os dados, divulgados nesta quarta-feira (1º) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), acendem um alerta no estado e reforçam a necessidade de atenção da população diante do avanço das arboviroses.
As mortes foram confirmadas nos municípios de Dourados, Bonito e Jardim. Entre as vítimas, três apresentavam comorbidades, fator que pode agravar a evolução da doença. A SES não detalhou o perfil completo dos pacientes, mas destaca que casos graves tendem a atingir principalmente pessoas com condições de saúde preexistentes.
Ao todo, Mato Grosso do Sul soma 3.657 casos prováveis de chikungunya, dos quais 1.764 já foram confirmados no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), o que representa uma taxa de confirmação de 48% — a mais elevada entre as arboviroses monitoradas no estado. O boletim também aponta 37 casos confirmados em gestantes, grupo considerado de maior risco e que exige acompanhamento clínico mais rigoroso.
A dengue segue em circulação, embora com números mais baixos no comparativo atual. São 2.485 casos prováveis e 352 confirmações, além de um óbito em investigação. Nos últimos 14 dias, 17 municípios — como Bonito, Corumbá, Naviraí e Sidrolândia — apresentaram baixa incidência de casos confirmados, o que pode indicar uma desaceleração pontual da transmissão nessas regiões.
Na vacinação contra a dengue, o estado já aplicou 223.322 das 241.030 doses enviadas pelo Ministério da Saúde, alcançando cobertura de 92,7% do público-alvo. O imunizante é destinado a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária com maior índice de hospitalizações, e prevê duas doses com intervalo de três meses.
Apesar do avanço da vacinação, a SES reforça que a principal forma de prevenção continua sendo o combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da chikungunya e da dengue. A orientação é eliminar água parada e manter cuidados contínuos dentro de casa.
Diante do cenário, a recomendação é evitar a automedicação e procurar atendimento médico ao apresentar sintomas como febre, dores intensas nas articulações, manchas na pele e mal-estar persistente. O diagnóstico precoce é considerado essencial para reduzir complicações e evitar agravamentos da doença.









