A etapa Manaus da Jornada Nacional de Inovação da Indústria reuniu, nesta terça-feira (25), representantes do setor produtivo, instituições de apoio, especialistas e empresários no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial no Amazonas (SENAI/AM), no Distrito Industrial, para discutir caminhos estratégicos para a competitividade da indústria no estado. A iniciativa é coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com apoio das unidades estaduais do Sebrae no Amazonas e do Sistema da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM – SESI, SENAI e IEL).
Com painéis e workshops ao longo do dia, o encontro abordou dois eixos centrais da agenda industrial contemporânea: transformação digital e transição ecológica, considerados decisivos para o aumento da produtividade, inserção em novos mercados e fortalecimento de cadeias sustentáveis.
Na abertura institucional, o diretor do Instituto SENAI de Inovação em Microeletrônica, Elvio Dutra, destacou o papel estratégico do Amazonas no cenário nacional. “Receber a Jornada reforça a importância do nosso Polo Industrial, hoje o quarto maior do país, mas com amplo espaço para avançar em inovação aplicada. Precisamos transformar conhecimento em soluções com impacto real na economia e na vida das pessoas, conectando indústria, pesquisa e tecnologia”, afirmou.

A diretora superintendente do Sebrae no Amazonas, Ananda Carvalho Normando Pessôa, reforçou o papel da iniciativa como um movimento de transformação prática. Segundo ela, temas como ESG e digitalização já deixaram de ser tendência para se tornarem exigência de mercado. “A transição ecológica e a transformação digital não são mais opcionais. Elas já impactam diretamente a competitividade e a forma como as empresas se posicionam no mercado. O papel do Sebrae é aproximar essa agenda dos pequenos negócios, traduzindo em soluções práticas e acessíveis”, destacou.

Ela também enfatizou a força do Polo Industrial de Manaus, que encerrou 2025 com mais de 144.500 empregos diretos, segundo o Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), e a necessidade de qualificação contínua para acompanhar as transformações tecnológicas. “Hoje falamos menos sobre tecnologia e mais sobre pessoas. A capacidade de adaptação e atualização profissional será determinante para a competitividade das empresas”, pontuou.
A diretora administrativa e financeira do Sebrae no Amazonas, Adrianne Antony Gonçalves, destacou o caráter colaborativo da Jornada e a integração entre as instituições do ecossistema de inovação no estado. “Talvez o mais forte do Sebrae seja se unir aos atores para realizar. Junto à CNI, nos reunimos aqui no SENAI, que é um grande parceiro, com uma rede de profissionais e instituições que fazem a inovação acontecer no Amazonas. Este encontro mostra, na prática, a força dessa articulação.”

A diretora técnica do Sebrae no Amazonas, Lamisse Said da Silva Cavalcanti, reforçou que a inovação já ocupa posição central na estratégia empresarial. “Estamos muito felizes em debater a indústria e a inovação, especialmente temas como transição ecológica e transformação digital, que hoje são prioritários para o desenvolvimento industrial. A inovação deixou de ser tendência para se tornar estratégia, e todas as empresas precisam incorporá-la para crescer com sustentabilidade.”
Representando a coordenação nacional da Jornada, o analista de inovação do Sebrae Nacional, Philippe Faguet Figueiredo, e o coordenador da iniciativa pela CNI, Mateus Barros, destacaram que as contribuições coletadas nas etapas estaduais irão orientar a formulação de políticas públicas e programas de inovação em nível regional e nacional, a partir das demandas reais da indústria.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Amazonas, Antonio Silva, ressaltou que a Jornada reforça o papel estratégico da inovação para o futuro da indústria na região. “A competitividade da indústria amazonense passa pela inovação, pela diversificação produtiva e pela incorporação de tecnologias que aliem transformação digital e sustentabilidade. Temos ativos únicos, como a biodiversidade e um parque industrial consolidado, que precisam ser conectados à bioeconomia e à qualificação profissional. Esse é o caminho para garantir o futuro do Polo Industrial de Manaus e posicionar o Amazonas em uma indústria mais moderna e sustentável.”
Indústria e Inovação na Prática
Os painéis reuniram lideranças empresariais e especialistas que compartilharam experiências e desafios da inovação aplicada à realidade industrial do Amazonas.
Representando o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), o diretor de operações Caio Perecin destacou o potencial da bioeconomia aliada à tecnologia. “Temos uma vantagem competitiva única com a biodiversidade amazônica. Quando conectamos isso à inovação e à digitalização, ampliamos eficiência, acesso a mercados globais e geração de renda na região”, afirmou.

Na indústria de eletrodomésticos, a diretora presidente da Friovix, Alessandra Fragoso, ressaltou a urgência de acelerar o desenvolvimento tecnológico diante da concorrência internacional. “Precisamos ganhar produtividade e competitividade frente a mercados globais, especialmente diante de países como a China, que lideram em tecnologia e escala. Eventos como esse ampliam conexões e oportunidades estratégicas”, disse.

Já o gestor de inovação da Tutiplast Indústria e Comércio, Fábio Calderaro, apresentou iniciativas voltadas à descarbonização e ao uso de biomateriais. “A transição ecológica na indústria exige inovação em materiais, rastreabilidade e mensuração de emissões, aliada à transformação digital e à integração com cadeias da sociobiodiversidade”, explicou.

No campo tecnológico, o CEO da Getter S/A, Rufo Paganini, destacou o papel da inteligência artificial na eficiência industrial. “O futuro é verde e tecnológico. A inovação aplicada aos processos, com responsabilidade ambiental e social, é o caminho para uma competitividade sustentável”, afirmou.

Além dos painéis, a programação contou com workshops simultâneos sobre fomento e gestão da inovação, reunindo 140 participantes credenciados ao longo do dia. A procura pelas atividades práticas se refletiu na adesão: 28 participantes no workshop de acesso ao fomento à inovação e 21 em gestão da inovação.
A Jornada agora avança para a etapa regional Norte, em Belém, e posteriormente para o Congresso Nacional de Inovação, em São Paulo, onde serão consolidadas as contribuições de todo o país. O encontro em Manaus evidenciou que o Amazonas reúne ativos estratégicos (biodiversidade, parque industrial consolidado e um ecossistema de inovação em expansão) que o posicionam como protagonista na construção de uma indústria mais sustentável, digital e competitiva no Brasil.
Fotos: Wellington Mamud
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Fonte: Agência Sebrae de Notícias




