sábado, 30 de agosto de 2025

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Quem era o advogado morto em salto de paraquedas em SP

O advogado Marcelo Levy Garisio Sartori, de 46 anos, morreu nesta sexta-feira (29) após um acidente durante um salto no Centro Nacional de Paraquedismo de Boituva, no interior de São Paulo. Ele era filho do desembargador aposentado Ivan Sartori, que presidiu o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) entre 2012 e 2013.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Marcelo se aproximava do solo quando perdeu o controle do equipamento, sofreu uma queda e foi levado ao Hospital São Luís, mas não resistiu. O momento do acidente foi registrado em vídeo, que mostra o advogado colidindo contra o solo após manobrar em baixa altitude.

Trajetória profissional e pessoal

Formado em Direito pela Universidade Paulista (Unip), Marcelo era sócio-administrador do escritório Levy Sartori Advogados Associados, em São Paulo. Além da carreira na advocacia, tinha o esporte como parte central da vida. Experiente no paraquedismo, acumulava mais de dois mil saltos e possuía a certificação internacional de categoria D, a mais avançada do segmento.

Também se dedicava ao fisiculturismo e chegou a competir em eventos da modalidade, conquistando o 5º lugar no Muscle Contest Men’s Physique Masters. Nas redes sociais, relatava que via no esporte e na adrenalina uma forma de liberdade.

Marcelo havia completado 46 anos no último dia 23 e deixa a esposa e uma filha. O velório ocorre neste sábado (30), no Funeral Velar Morumbi, na capital paulista, seguido de cremação na Vila Alpina.

Repercussão

A morte causou comoção entre familiares, colegas e instituições. Em nota, o TJ-SP afirmou que “os integrantes da Corte lamentam a morte precoce de Marcelo Sartori e se unem aos familiares e amigos nessa hora de imensa dor”.

A OAB-SP também se manifestou: “Neste momento de dor, a diretoria da Ordem paulista e toda a comunidade manifestam suas sinceras condolências à família, amigos e colegas”.

Já a Associação de Paraquedismo de Boituva (APB) informou que o atleta era considerado experiente e ressaltou que o equipamento utilizado estava em perfeitas condições, segundo vistoria preliminar. A entidade acrescentou que Marcelo realizou uma curva em baixa altitude antes da colisão.

A Prefeitura de Boituva destacou que ele tinha a habilitação internacional válida e que as investigações estão a cargo da Polícia Civil, que instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do acidente.

Histórico de acidentes

O caso reacende o debate sobre a segurança do paraquedismo em Boituva, cidade considerada referência no esporte no Brasil. Desde 2022, o município registrou dez mortes em atividades aéreas, entre saltos de paraquedas e voos de balão. O Centro Nacional de Paraquedismo de Boituva concentra cerca de 20 escolas e realiza quase 20 mil lançamentos por mês, consolidando-se como o maior polo do esporte no país.

turismo.ig.com.br

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