Durante o verão, as praias se tornam o local ideal para diversão em família, com amigos e até sozinho. É nesta época que os banhistas devem ficar mais atentos e tomar cuidados para evitar afogamentos no mar.
O Portal iG questionou o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná sobre medidas para evitar que incidentes de afogamento aconteçam nesta época do ano. Os profissionais deram dicas para curtir a praia de forma tranquila e segura. Confira:
Atenção aos cuidados
Entre no mar apenas em locais protegidos por guarda-vidas. Os postos das equipes ficam sempre na faixa de areia, nas partes centrais de praias movimentadas.
Respeite a sinalização das bandeiras na praia. A de cor verde indica baixo risco e mar bom para banho, a amarela indica risco médio e a vermelha indica alto risco. Dupla vermelha indica que o banho na região é proibido e bandeiras de cor roxa podem indicar a presença de água-viva.
Crianças devem permanecer sempre sob supervisão constante de algum adulto ou responsável e a uma distância de, no máximo, um braço de um adulto. Não esqueça de colocar uma pulseira de identificação na criança com o nome e telefone do responsável.
O consumo de bebidas e drinques alcoólicos na faixa de areia é muito comum, mas os bombeiros não recomendam entrar na água após consumir bebida alcoólica. O álcool reduz a capacidade de reação em emergências.
Outra recomendação é não nadar em áreas profundas, mesmo que o banhista tenha altas habilidades. Segundo o Corpo de Bombeiros, o ideal é subestimar a própria capacidade de nado e permanecer em áreas rasas.
Em caso de mudanças no tempo ou alertas climáticos, o ideal é sair da água e seguir as orientações das equipes na areia, respeitando a sinalização de bandeiras. Em qualquer situação de risco, o banhista deve procurar imediatamente um guarda-vidas para auxílio.
Correntes de Retorno
O Corpo de Bombeiros também alerta para as correntes de retorno no mar, fenômeno responsável por muitos incidentes de afogamentos. Segundo as equipes, este tipo de corrente é formada pelo retorno da água que chega a faixa de areia com as ondas. A capitã do CBMPR, Tamires Silva Pereira, alerta para esse fenômeno que é muito comum até em locais que parecem seguros:
“A onda traz uma grande massa de água para a costa e ela precisa voltar ao mar. Esse retorno ocorre em um ponto específico, criando um pequeno ‘rio’ que corre no sentido inverso das ondas. Ele tem bastante força e pode puxar mesmo quem está no raso”, explicou ao iG Turismo.
Identificar uma corrente de retorno no mar não é tarefa fácil para uma pessoa que não trabalha no local diariamente. Os guarda-vidas fazem uma análise da água diariamente para identificar essas correntes e sinalizar os pontos de risco. Mas a capitã alerta:
“Normalmente, a corrente está onde não há formação de ondas. Se há ondas de um lado e ondas do outro, aquele trecho no meio tende a ser uma corrente de retorno.”
As correntes podem acontecer em qualquer ponto da praia, mas são mais frequentes próximas a morros, pedras e estruturas artificiais.
Se o banhista for puxado
Segundo as equipes, o comportamento do banhista é determinante para evitar afogamento. Quando ele sentir que foi puxado, o ideal é acenar pedindo ajuda, alerta:
“Não tente nadar contra a corrente, porque ela é, certamente, mais forte que você. O ideal é deixar que ela te leve e nadar paralelo à praia até sair da faixa da corrente”, orienta.
Caso a pessoa saiba boiar, ela poderá manter-se flutuando. Isso aumentará as chances de resgate pelos guarda-vidas. Mas, segundo ela, um erro muito comum é o de familiares e amigos que entram na corrente de retorno ao tentarem ajudar alguém que cai em uma:
“Muitas pessoas se afogam tentando ajudar outras. A forma mais segura de ajudar é acionar imediatamente um guarda-vidas em um dos postos ao longo da orla”.









