sábado, 18 de maio de 2024
Campo Grande
19°C

Rádio SOUCG

É possível viajar com filhos pequenos?

Montar uma viagem possui muitas etapas. Primeiro, para onde você vai? É para fora do país? Que moeda usam lá? É um local mais calmo ou agitado? Está indo para se aventurar ou para descansar? Uma variedade de perguntas surge naturalmente. Mas isso aumenta muito quando estamos falando de uma viagem com crianças. Ou, pelo menos, é o que se acredita. 

Com a missão de desmistificar a viagem com os filhos, a publicitária Patricia Papp, de 48 anos, compartilha suas viagens e as dicas para as mães que sonham em conhecer o mundo com os filhos. Seja em uma  viagem de carro
ou para destinos internacionais, a publicitária de Curitiba faz questão de registrar e publicar suas experiências em seu Instagram “ Viajo com Filhos
”.

Viajante de nascença

Patrícia conta que sempre viajou com os pais, o que moldou a forma como ela vê a vida e a criação dos filhos. “A viagem ao  Sul do Chile
de carro, acampando, foi realmente épica para mim. Essa experiência marcou profundamente a minha história. Posteriormente, as viagens que fizemos juntos reforçaram essa sensação, porque não só funcionavam bem, mas também deixam ótimas lembranças. Minha irmã é bem mais nova que eu, então, na época, eu era criança e ela ainda um bebê. Mesmo assim, nos divertimos muito, e guardo memórias incríveis desses momentos.”

Patrícia cresceu, se casou e continuou viajando com o marido, até que chegou a notícia de que estava grávida do primeiro filho, o Pedro. “A gente se olhou assim, ficou tipo: ‘tá, e agora? O que é que a gente vai fazer?’, e foi uma decisão meio consciente de que  a gente ia continuar viajando porque é o que a gente sempre fez”, explica.

E a promessa foi cumprida! Quando Pedro completou três meses, ele estava pronto para fazer sua primeira viagem, e as necessidades de uma criança foram incorporadas aos planos de viagem. Ela categoriza a sensação como “libertadora”.

“Escutei uma frase de um pediatra quando o Pedro era bem pequeno, que era: ‘olha, aonde você for, vai ter crianças pequenas que vão ter as mesmas necessidades que teus filhos’, então isso foi muito libertador”, explica.

Compartilhando experiências


Patrícia Papp em suas viagens com a família (Arquivo Pessoal)

Patrícia Papp em suas viagens com a família (Arquivo Pessoal)


Patrícia Papp em suas viagens com a família (Arquivo Pessoal)

Patrícia Papp em suas viagens com a família (Arquivo Pessoal)


Patrícia Papp em suas viagens com a família (Arquivo Pessoal)

Patrícia Papp em suas viagens com a família (Arquivo Pessoal)


Patrícia Papp em suas viagens com a família (Arquivo Pessoal)

Patrícia Papp em suas viagens com a família (Arquivo Pessoal)


Patrícia Papp em suas viagens com a família (Arquivo Pessoal)

Patrícia Papp em suas viagens com a família (Arquivo Pessoal)


Patrícia Papp em suas viagens com a família (Arquivo Pessoal)

Patrícia Papp em suas viagens com a família (Arquivo Pessoal)


Patrícia Papp em suas viagens com a família (Arquivo Pessoal)

Patrícia Papp em suas viagens com a família (Arquivo Pessoal)


Patrícia Papp em suas viagens com a família (Arquivo Pessoal)

Patrícia Papp em suas viagens com a família (Arquivo Pessoal)


Patrícia Papp em suas viagens com a família (Arquivo Pessoal)

Patrícia Papp em suas viagens com a família (Arquivo Pessoal)


Patrícia Papp em suas viagens com a família (Arquivo Pessoal)

Patrícia teve sua segunda filha, Luísa, e aplicou a mesma lógica que teve com o primogênito: incluir os filhos na viagem e aproveitar cada momento. A partir disso, ela começou a escrever em um blog sobre como era viajar com os filhos, pois era a melhor forma de compartilhar com os familiares e amigos que moravam longe. Mas o que ela não esperava era que as histórias iam estourar a pequena bolha e chegar a mães e pais que buscavam dicas de como viajar com crianças.

“Nossa, mas você viaja com um bebê? Como é que é a alimentação? Como é voar com uma criança pequena? Você viaja com dois filhos pequenos?”, foram algumas das dúvidas que surgiram e fizeram com que ela decidisse oficializar a criação do blog.

A produção de conteúdo para o site refletiu na forma como Patrícia começou a planejar suas viagens. Se antes era uma via de mão única, com a publicitária compartilhando as viagens que sempre fazia, agora ela começou a aceitar sugestões dos seguidores. 

“Por exemplo, as pessoas procuravam muito resort e eu não gostava muito de ir nesses destinos, mas aí eu passei a conhecer também. Pediam para falar de Gramado e Beto Carrero, que são destinos que as pessoas amam muito, então fui mais de uma vez”, explica.

Entretanto, indo além de destinos que são claramente receptivos com crianças, Patrícia diz que gosta de mostrar que qualquer lugar é uma viagem que pode ter um viés mais infantil. Ela cita locais como museus, que, ainda que não dêem muita visualização, ela vê necessidade de falar por ser um local educativo e divertido para família.

“Me falam que Paris não é para criança. Paris é sim super pra criança. Tem muita coisa legal para as crianças fazerem na cidade. Quando você começa a olhar com o olhar de viagem de família, você percebe que tem playgrounds incríveis, ou que todos os museus têm uma área para crianças, ou até que tem parques infantis, enfim, você vai encontrando novos aspectos sobre as cidades”.

E é isso que Patrícia tenta aplicar: um olhar familiar para que a viagem seja inclusiva para as crianças e para os adultos, independentemente de onde seja. 

O blog deu tão certo que Patrícia também lançou livros, sendo o primeiro o “Como Viajar Com Seus Filhos Sem Enlouquecer”, em que traz dicas valiosas para conseguir fazer uma viagem tranquila com os filhos.

Viagem como ferramenta de ensino



Para além de um simples passeio, a publicitária afirma que se trata de um mergulho em aprendizados e memórias. Ela afirma que viajar com os filhos fez com que eles adquirissem diversos conhecimentos, sejam de culturas, macetes de viagens, como se portar em determinadas situações e até um autoconhecimento de entender o próprio momento de descanso.

“Viagens realmente abrem muito a mente das pessoas, não é? As crianças começam a perceber o outro, a compreender outras línguas, espaços e costumes diferentes. Elas aprendem que as regras de um lugar são específicas daquele lugar e que devemos respeitá-las, assim como respeitamos as religiões e os espaços públicos”, afirma.

Ela continua: “Aprender sobre como funciona a vida em outros lugares é fascinante. Coisas que podem parecer normais no nosso país podem ser completamente diferentes em outra cultura. Conhecer novos sabores, cores, cheiros e aromas é uma experiência enriquecedora. Eu acredito que tudo isso contribui para um crescimento sem limites, uma jornada muito rica.”

Hoje, Patrícia entende que os filhos são mais acostumados com questões que vão atingir a todos em uma viagem, como ter de esperar para ir ao banheiro, paradas para comer, malas que podem ser extraviadas, longas horas de espera no aeroporto e etc.

Dicas para uma boa viagem com criança pequena

Patrícia diz que diversas coisas ajudam para uma boa viagem com os filhos pequenos, mas algumas coisas são cruciais. A primeira é pesquisar bem para onde está indo e identificar se o local é compatível com a criança. É imprescindível esse passo para entender se não é um local muito agitado para um filho mais calmo, por exemplo.

Outro ponto importante é o planejamento. Ela pede que as pessoas separem um tempo e pesquisem os locais que vão visitar, coloque num mapa e veja se é viável o deslocamento e as horas que ficará fora do hotel. Tudo bem não conseguir visitar todos os locais, mas ao menos ter o entendimento das possibilidades.

Um hotel bem posicionado também é de suma importância. Quanto mais centralizado e perto dos locais que vão visitar, mais fácil fica a logística para possíveis paradas com a criança para descansar.

Fonte

Enquete

O que falta para o centro de Campo Grande ter mais movimento?

Últimas