Economizar em passagens, garantir upgrades e até voar em classe executiva sem gastar muito deixou de ser exclusividade de viajantes frequentes. O uso estratégico de milhas aéreas tem ampliado o acesso a benefícios antes restritos, mas ainda gera dúvidas sobre como funciona e quando realmente vale a pena.
Na prática, milhas aéreas são recompensas acumuladas em programas de fidelidade de companhias aéreas e parceiros comerciais. Elas podem ser trocadas por passagens, upgrades de cabine, acesso a salas VIP e até produtos ou dinheiro, dependendo das regras de cada programa.
No Brasil, os principais programas são Latam Pass, Smiles e TudoAzul. O acúmulo acontece ao comprar passagens ou ao utilizar serviços e produtos de empresas parceiras, especialmente por meio do cartão de crédito. Quanto mais concentrado for o acúmulo em um único programa, maior tende a ser o retorno em benefícios.
O cartão de crédito, aliás, é hoje uma das principais portas de entrada para quem quer acumular milhas. Cada compra gera pontos que, posteriormente, podem ser transferidos para programas de fidelidade. Especialistas recomendam atenção à conversão de pontos por dólar gasto, ao valor da anuidade e às promoções de transferência, que podem dobrar ou até triplicar a quantidade de milhas.
Mesmo com as vantagens, o uso das milhas exige planejamento. Em alguns casos, pagar a passagem em dinheiro pode sair mais barato do que utilizar pontos. Outro ponto de atenção é o prazo de validade: tanto pontos quanto milhas podem expirar, gerando prejuízo para o consumidor.
Entre os cartões mais utilizados para acumular milhas estão opções como Inter Prime, Pão de Açúcar Black, LATAM Pass Black e BRB Dux Infinite, que oferecem diferentes pontuações e benefícios, como acesso a salas VIP e programas internacionais. A escolha ideal depende do perfil de consumo e da renda do usuário.
Para quem quer começar, a recomendação é simples: concentrar gastos no cartão, acompanhar promoções e manter atenção às regras de cada programa. Com organização, as milhas podem se tornar uma ferramenta eficiente para reduzir custos e ampliar as possibilidades de viagem.
Foto – Antônio Cruz/Arquivo/Agência Brasil






