domingo, 24 de maio de 2026

Bar em BH mantém viva a história do Clube da Esquina

Em um recanto histórico de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, o bairro de Santa Tereza guarda uma esquina que se tornou símbolo da música brasileira. É ali, na junção das ruas Divinópolis e Paraisópolis, que surgiu o movimento Clube da Esquina, que projetou a música mineira para o mundo e transformou a cidade em referência cultural.

Para reviver essa história, o Bar e Museu Clube da Esquina, fundado em 2015, oferece uma experiência completa que combina shows, gastronomia e memória cultural.

O espaço conta com três ambientes principais: o Pub Cultural, no segundo andar, ideal para shows intimistas; a Estação das Artes, com palco ao ar livre em meio a um jardim; e a Exposição ‘Porque Se Chamavam Sonhos’, que leva o visitante por seis instalações inspiradas nas músicas e nos lugares marcantes do Clube da Esquina.

Além disso, há visitas guiadas, oficinas musicais e tours temáticos pela cidade. 

A experiência cultural também passa pelo paladar: o Menu Travessia propõe uma imersão gastronômica mineira, com entradas, pratos principais, sobremesas e drinks que homenageiam os ícones do Clube da Esquina, como a caipivodka “Nada Será Como Antes” e o pastel à la Bituca. Para levar um pedaço dessa história para casa, a loja temática oferece livros, camisetas, canecas e outros souvenirs.

O bairro de Santa Tereza, com suas casas antigas e praças, foi palco de encontros que moldaram a música brasileira. Foi ali que  Lô Borges se reunia com amigos para tocar violão e compor, em uma rotina marcada por encontros na casa da família Borges, frequentada por  Milton Nascimento e outros músicos que definiriam o estilo inconfundível do Clube da Esquina.

Além de preservar a memória do Clube da Esquina, Santa Tereza continua sendo celeiro de cultura. É de lá que surgiram nomes como Skank e Sepultura.

Morre Lô Borges, ícone do Clube da Esquina, aos 73 anos

Lô Borges  morreu nesta segunda-feira (3), em Belo Horizonte. A informação foi confirmada pela família do artista.

Internado desde 17 de outubro na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o músico precisou de ventilação mecânica após uma intoxicação por medicamentos. No dia 25 de outubro, passou por uma traqueostomia.

O mineiro deixa sucessos eternos, como “Um girassol da cor do seu cabelo”, “O trem azul” e “Paisagem da Janela”, canções que marcaram gerações e consolidaram sua importância na história da música brasileira.

era o sexto filho de uma família de 11 irmãos, que moravam no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte. Ainda criança, mudou-se temporariamente para o Centro da cidade, durante obras em sua residência, encontro que acabaria mudando sua vida.

Foi nessa época, aos dez anos, que conheceu Milton Nascimento (apelidado de Bituca) nas escadas do Edifício Levy. Pouco depois, ainda no Centro de BH, Lô Borges conheceu Beto Guedes, outro futuro membro do Clube da Esquina, em um encontro casual que se tornou icônico.

De volta a Santa Tereza, Lô mergulhou na música nas ruas e esquinas do bairro. Foi lá que se consolidaram as parcerias.

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