sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Acordo entre União Europeia e Mercosul pode impactar o turismo?

Após mais de 25 anos de negociações, a União Europeia aprovou provisoriamente um acordo comercial com o Mercosul, formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O tratado ainda precisa passar por etapas de ratificação, mas já é considerado um dos maiores acordos de livre-comércio do mundo, envolvendo cerca de 780 milhões de pessoas.

Na prática, o acordo prevê redução de tarifas de importação e exportação, abertura de mercado para empresas dos dois blocos e ampliação da cooperação em setores como serviços, transporte, tecnologia e infraestrutura. Apesar de enfrentar resistência em alguns países europeus, especialmente por parte do setor agrícola, o avanço do acordo marca uma mudança importante na relação econômica entre Europa e América do Sul.

✈️ E o que isso tem a ver com turismo e viagens?
Aqui entra o ponto mais interessante para quem viaja: O acordo não altera regras de visto, imigração ou entrada de turistas. Isso continua sendo decidido individualmente por cada país.  Mas os impactos indiretos no turismo podem ser significativos:

🌐 Mais conectividade
Com o fortalecimento das relações comerciais, cresce a tendência de:
– Novas rotas aéreas entre Europa e América do Sul
– Aumento da frequência de voos
– Maior interesse de companhias aéreas em operar esses mercados
– Mais concorrência, em médio e longo prazo, pode significar mais opções e preços mais competitivos.

🏨 Mais investimentos
Com o avanço do acordo, empresas europeias e sul-americanas passam a ter mais facilidade para investir em hotéis, infraestrutura turística, transporte e serviços ligados ao setor de viagens. Esse movimento tende a elevar o padrão da oferta turística nos dois lados do Atlântico, melhorando a experiência tanto de europeus que visitam a América do Sul quanto de brasileiros que viajam para a Europa.

🤝 Integração de serviços
O acordo também amplia as oportunidades para empresas dos setores de transporte, telecomunicações e serviços turísticos, favorecendo a criação de parcerias internacionais, o desenvolvimento de pacotes mais integrados e um processo de maior profissionalização do turismo entre a Europa e a América do Sul.

Em resumo, isso não muda a vida do turista da noite para o dia. No entanto, cria um cenário mais favorável para o fortalecimento do turismo entre os dois blocos, ao estimular maior conectividade aérea, ampliar investimentos em infraestrutura e serviços e incentivar uma integração mais consistente entre os destinos europeus e sul-americanos. Não se trata de uma revolução imediata, mas de um movimento que pode, ao longo do tempo, facilitar viagens, ampliar opções para o viajante e tornar o turismo entre Europa e América do Sul mais dinâmico e acessível.

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