terça-feira, 17 de março de 2026

Tratamento brasileiro dobra taxa de resposta ao câncer de pênis

Tratamento brasileiro dobra taxa de resposta ao câncer de pênis
Nathan Vieira

Tratamento brasileiro dobra taxa de resposta ao câncer de pênis

O câncer de pênis gera 486 amputações por ano no Brasil
— conforme relatório da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) — e foi responsável por mais de 7 mil cirurgias entre 2007 e 2022, e um novo tipo de tratamento criado por uma equipe de brasileiros em conjunto com o Latin American Cooperative Oncology Group (LACOG) pode ajudar a conter o problema: a combinação de imunoterapia e quimioterapia conseguiu dobrar a taxa de resposta ao câncer.

O tratamento, descrito em um estudo chamado HERCULES trial (LACOG 0218), foi apresentado no ASCO Annual Meeting 2024 (Chicago, EUA), considerado o maior congresso de oncologia do mundo.

A pesquisa começou em 2020 e envolveu o acompanhamento de 33 pacientes, que receberam seis aplicações de imunoterapia e quimioterapia e depois 28 aplicações de imunoterapia isolada.


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De acordo com o estudo, 75% dos pacientes tiveram algum grau de redução do volume tumoral. No caso de 39,4% desse público, a redução foi significativa.

O novo material também é responsável pela descoberta de dois marcadores, chamados P16 e o TMB, que podem ajudar a prever a melhor resposta ao tratamento. Conforme observaram os pesquisadores, os pacientes com P16 positivo tiveram taxa de respostas de 55,6%, enquanto os pacientes com TMB alto tiveram 75%.

“O carcinoma espinocelular do pénis é uma doença rara com uma incidência de 38.000 novos casos por ano a nível mundial, mas com uma incidência até dez vezes superior em países de baixo rendimento (ou seja, África, Ásia, América Latina). Não houve melhorias nas últimas seis décadas”, diz o estudo.

“O carcinoma espinocelular do pênis avançado tem um prognóstico ruim (sobrevida global de 6 a 7 meses) com opções de tratamento limitadas”, acrescenta o material.

Incidência do câncer de pênis

De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, o câncer de pênis representa 2% de todos os tipos de câncer que atingem os homens, e é mais comum nas regiões Norte e Nordeste.

É considerado pela Pasta como um tipo raro de câncer, com maior incidência em homens que têm 50 anos ou mais, embora possa atingir também os mais jovens.

O câncer de pênis tem relação com a falta de higiene íntima, mas também está associado à infecção pelo pipolmavírus humano (HPV). Quem não fez a circuncisão (remoção do prepúcio, pele que reveste a glande) também está em maiores riscos.

O câncer de pênis também é uma das razões por trás do aumento de 1.604% na amputação de pênis
no Brasil nos últimos anos.

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