domingo, 1 de fevereiro de 2026

Sua personalidade pode te proteger da demência

Sua personalidade pode te proteger da demência
Nathan Vieira

Sua personalidade pode te proteger da demência

Uma pesquisa publicada na última quarta-feira (29) na revista científica Alzheimer’s & Dementia
afirma que determinados traços de personalidade podem proteger uma pessoa da demência — ou aumentar o risco ainda mais. Para chegar a essa descoberta, os cientistas analisaram estudos publicados anteriormente, que ao todo incluíram 44.531 participantes (dos quais 1.703 desenvolveram a doença neurodegenerativa).

Os pesquisadores analisaram dados de oito estudos, e se atentaram a cinco traços de personalidade e três aspectos do bem-estar (positivo, negativo e satisfação com a vida) em comparação com sintomas clínicos de demência com base em testes cognitivos e patologia cerebral na autópsia.

Eles descobriram que a consciência, a extroversão e o bem-estar positivo protegiam contra o diagnóstico de demência, enquanto o neuroticismo e o estado negativo eram fatores de risco. Pontuações elevadas em características como satisfação com a vida também foram consideradas protetoras.


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Esse bem-estar negativo envolve condições como raiva, ansiedade, repulsa, culpa e medo, e está relacionado ao neuroticismo (instabilidade emocional). A teoria dos especialistas é que esse humor tem relação com a neuroinflamação, particularmente para pessoas com níveis elevados de beta amilóide — uma proteína associada ao Alzheimer
.

Conforme sugerem os pesquisadores, a inflamação pode predispor os indivíduos a sintomas depressivos, criando um caminho entre a inflamação e fatores psicológicos.

Traços de personalidade e demência

A equipe aponta que alguns traços de personalidade podem tornar as pessoas mais resilientes à deficiência cognitiva observada na demência e que aqueles com níveis mais elevados de algumas características podem ser capazes de lidar com e contornar a deficiência.

As descobertas sugerem que direcionar os traços de personalidade para uma intervenção mais cedo na vida pode ser uma forma de reduzir o risco de demência a longo prazo. O que fazer com o diagnóstico precoce de demência
ainda é um desafio para a ciência.

Assim, os pesquisadores planejam expandir seu trabalho, incluindo a observação de pessoas com demência, mas com pouco comprometimento cognitivo. Eles também esperam examinar outros fatores cotidianos que possam desempenhar um papel no desenvolvimento da doença neurodegenerativa.

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