quarta-feira, 17 de junho de 2026

Satélite tira foto de foguete descartado na órbita da Terra

Satélite tira foto de foguete descartado na órbita da Terra
Danielle Cassita

Satélite tira foto de foguete descartado na órbita da Terra

Agora já sabemos como é ver pedaços de lixo espacial na órbita da Terra
. A subsidiária japonesa da Astroscale usou seu satélite ADRAS-J para registrar um estágio de foguete descartado perto do nosso planeta, e divulgou a imagem nesta sexta (26).

“Preparam-se, [esta é] a primeira foto do mundo de lixo espacial capturada por meio de operações de encontro e proximidade durante a nossa missão ADRAS-J”, escreveu a Astroscale na publicação. No entanto, a primeira foto de lixo espacial foi tirada em 2003 pelo satélite XSS-10, do Laboratório de Pesquisa da Força Aérea dos Estados Unidos.

O nome ADRAS-J é a sigla de Active Debris Removal by Astroscale-Japan (ou Remoção ativa de detritos pela Astroscale-Japão, em tradução livre). A missão foi lançada à órbita da Terra com um foguete Electron, da Rocket Lab, em fevereiro, com o objetivo de se aproximar do estágio superior do foguete
H-2A e estudá-lo.


Podcast Porta 101
: a equipe do Canaltech discute quinzenalmente assuntos relevantes, curiosos, e muitas vezes polêmicos, relacionados ao mundo da tecnologia, internet e inovação. Não deixe de acompanhar.

O veículo foi lançado em 2018, mas se rompeu e formou mais de 70 pedaços em 2019. No ano seguinte, a Estação Espacial Internacional precisou executar uma manobra de desvio dos fragmentos
para garantir que ficaria a uma distância segura.

O objetivo foi cumprido. No início do mês, o ADRAS-J ficou a algumas centenas de quilômetros do estágio, e em seguida, iniciou a fase de aproximação dele. Foram feitas várias manobras, e ao fim delas, o satélite ficou a apenas algumas centenas de metros do objeto.

A ideia é que os dados obtidos durante o procedimento contribuam para o desenvolvimento de outras espaçonaves, que sejam capazes de realizar manutenção em satélites ou até removê-los do espaço.

Confira a foto:

Não pense que o trabalho acabou. “Na próxima fase da missão, o ADRAS-J vai tentar capturar imagens adicionais do estágio superior por meio de várias operações controladas de aproximação”, acrescentou a Astroscale.

A empresa destacou que as fotos e dados obtidos devem ter papel fundamental para o entendimento tanto dos detritos orbitais quanto para futuras missões de remoção deles. Procedimentos do tipo são complexos, mas importantes para manter a órbita da Terra segura e acessível para futuras missões.

O H-2A, por exemplo, mede 11 metros por 4, e se colidisse com algum outro pedaço de lixo espacial ou satélite, poderia gerar uma verdadeira nuvem de detritos. Estes fragmentos poderiam se chocar com outros, levando a um efeito dominó de impactos orbitais
.

Leia a matéria no Canaltech
.

Trending no Canaltech:



Fonte

Enquete

[totalpoll id="195"]

Últimas