quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

São Paulo não terá isenção de IPVA para carros elétricos

São Paulo não terá isenção de IPVA para carros elétricos
Paulo Amaral

São Paulo não terá isenção de IPVA para carros elétricos

A expectativa criada em cima de um grande incentivo para expandir a frota de carros elétricos no estado de São Paulo acabou em frustração. O governador Tarcísio de Freitas vetou o Projeto de Lei (PL) 308/2023, que previa a isenção do pagamento de IPVA
para veículos BEV, os elétricos puros.

Segundo o governador, o texto do deputado Ricardo Donato (PT) tem pontos que não condizem com a necessidade do estado e deixam de considerar “a diversidade e a abundância de recursos energéticos disponíveis no estado oriundos da biomassa”.

Nas entrelinhas, Tarcísio de Freitas quis dizer que São Paulo preteriu o incentivo aos carros elétricos e aos híbridos com motores a gasolina em prol da valorização do etanol, seguindo, em parte, a linha de raciocínio do governador de Minas Gerais, Romeu Zema.

Zema, além de defender a utilização de carros a etanol (puros ou híbridos), chegou a afirmar que a troca da frota de carros a combustão por modelos puramente elétricos “aumentaria o desemprego no Brasil”
.

ABVE repudia veto à isenção

A decisão do governador de São Paulo de negar a isenção de IPVA para carros elétricos ou híbridos com motores a gasolina causou estranheza e irritação na Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Em nota oficial, a entidade ressaltou que a eletromobilidade não é inimiga dos biocombustíveis, e que os setores devem caminhar juntos em um caminho de modernidade e sustentabilidade.

Ricardo Bastos, presidente da ABVE, afirmou que “não faz sentido as autoridades dos principais Estados do país criarem insegurança a empresas que já se comprometeram a gerar empregos de qualidade e trazer inovação tecnológica à indústria brasileira”.

O órgão disse ainda que as posições dos governos de São Paulo e Minas Gerais “não parecem sábias”, e que tem esperança de que, em breve, tais decisões sejam reconsideradas para que todos possam seguir a “tendência mais relevante do setor automotivo mundial”.

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