quarta-feira, 11 de março de 2026

Repelentes contra dengue são tóxicos para pets?

Repelentes contra dengue são tóxicos para pets?
Fidel Forato

Repelentes contra dengue são tóxicos para pets?

Para se proteger da picada do mosquito da dengue
, é comum que as pessoas usem repelentes. O problema é que esses produtos químicos, dermatologicamente testados e eficazes em repelir o Aedes aegypti
, são tóxicos para os pets, incluindo cachorros e gatos.

Embora o repelente contra a dengue seja tóxico para animais, em especial, quando ingerido ou inalado, é possível usá-lo com segurança dentro de casa, desde que sejam adotadas algumas medidas de proteção. Essas ações buscam reduzir o risco de intoxicação nos pets.

Repelente contra a dengue e os animais

“Temos diversas apresentações [de repelentes contra a dengue] no mercado, como sprays, cremes e aerossol de uso ambiente”, afirma Paloma Caleiro, médica veterinária e membro da equipe do pronto-socorro do Veros Hospital Veterinário, em nota.


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Entre as fórmulas usadas para repelir o mosquito da dengue, estão os repelentes à base de DEET ou de icaridina
. Independente do tipo, “todos podem levar a um quadro de intoxicação [animal]”, alerta a especialista. Na maioria das vezes, o risco está relacionado com a ingestão acidental.

Reduzindo o risco do repelente contra a dengue

Não é recomendado passar repelentes contra insetos, desenvolvidos para o uso humano, em creme ou spray, nos animais. Afinal, cachorros e gatos podem lambê-los e acabar ingerindo essas substâncias químicas, o que pode ter complicações graves.

“Animais tendem a lamber produtos, assim como os bebês tendem a colocar tudo na boca”, lembra a médica veterinária. Então, é fundamental manter esses produtos longe do alcance dos pets. Inclusive, os repelentes podem ser tóxicos para crianças, caso ocorra a ingestão.

No caso dos repelentes aerossol, a orientação é retirar os pets do ambiente antes da aplicação. “Eles têm o olfato muito mais sensível do que o nosso e a inalação deste produto pode causar, além de intoxicação, irritação da parte respiratória”, explica Caleiro.

Sintomas de intoxicação em animais

Após a exposição acidental ao repelente contra a dengue, os sintomas mais comuns de intoxicação em gatos e cachorros são:

  • Vômitos;
  • Salivação excessiva;
  • Tremores;
  • Diarreia;
  • Fraqueza;
  • Convulsões;
  • Perda de consciência.
  • Tosse;
  • Espirros incessantes;
  • Dificuldade respiratória;
  • Língua arroxeada ou mais escura.

Em caso de algum desses sintomas, “não se deve medicar o animal em casa, nem dar alimentos, sucos ou leite”, comenta a profissional. “A indicação é buscar atendimento emergencial veterinário, já que cada segundo conta para salvar a vida do pet e qualquer medicação ou alimento dado a mais pode interferir negativamente no trabalho do veterinário”, pontua.

Cachorro e gato “pegam” dengue?

Diferente dos seres humanos, os cães e gatos não são infectados por nenhum dos quatro sorotipos da dengue.
Por outro lado, eles podem desenvolver a dirofilariose, outra doença transmitida pelo Aedes aegypti
.

A zoonose é provocada por um nematódeo popularmente conhecido como verme do coração dos cães ( Dirofilaria immitis
). Outras espécies também podem ser transmitidas pelo mosquito e, na maioria das vezes, afetam o sistema circulatório do animal. Para a proteção, há fórmulas próprias para os animais.

Proteção contra a dirofilariose

Para a proteção dos animais, a veterinária conta que estão disponíveis coleiras repelentes, sprays, pipetas, odorizadores de ambiente, com concentrações específicas para o porte do animal, reduzindo a probabilidade de intoxicação.

O uso dessas alternativas é recomendado quando os pets vão estar ou moram em locais com alta probabilidade de contato com esses vetores, como mosquitos. Em média, as coleiras duram de 2 a 4 meses, enquanto a aplicação tópica pela pipeta precisa ser reforçada a cada 30 dias para manter a proteção.

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.

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