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Poluição atmosférica afeta produção de hormônios e metabolismo

Fidel Forato

Poluição atmosférica afeta produção de hormônios e metabolismo

Viver em locais com elevados níveis de poluição atmosférica não está associado apenas ao aumento de doenças respiratórias, como rinites e asma
. Na verdade, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) alerta para o fato de que esses poluentes desregulam a produção de hormônios e podem afetar o metabolismo em humanos.

“O impacto [dos problemas na saúde] é maior em cidades com altos índices de poluição, sem incluir os possíveis desastres ambientais, como incêndios
”, afirma nota da SBEM.

O problema é que as áreas com baixos níveis de poluição do ar estão cada vez menores, com o aumento das emissões de gases do efeito estufa. Se considerarmos todos os parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS), menos 1% do planeta seria realmente seguro. É o que revela um estudo australiano publicado no ano passado
.


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Efeito da poluição na saúde

“Recentes estudos constataram que mais de um milhão de mortes ocorrem ao redor do mundo devido à exposição a curto prazo, apenas dias e horas, a partículas finas na poluição atmosférica”, afirma a SBEM.

Para entender os riscos endocrinológicos, é preciso compreender que as essas partículas finas entram no corpo através das vias respiratórias e podem afetar a secreção de hormônios, como a insulina
, ou ainda dos hormônios sexuais. Dados emergentes apontam que essa poluição tem acelerado o período da primeira menstruação em meninas nos EUA.

“Os poluentes também podem ser responsáveis pela produção excessiva ou insuficiente de hormônios no organismo”, lembram os especialistas da sociedade. Quando a questão afeta a tireoide, o paciente pode desenvolver diferentes doenças, como hipotireoidismo, hipertireoidismo ou o câncer de tireoide. Isso afeta diretamente o metabolismo.

Além disso, a exposição prolongada à poluição atmosférica está relacionado ao maior risco de desenvolvimento de doença renal crônica, aumento do risco de obesidade, diabetes, doenças neurodegenerativas e câncer de bexiga.

Em gestantes, essa poluição pode aumentar a probabilidade de prematuridade e mortes fetais. Outros dados relacionam a poluição do ar com o risco aumentado de demência
.

Substâncias do ar poluído

Quando se fala em ar poluído, não existe uma única substância para ser taxada como vilã. Na verdade, é uma série de substâncias ou misturas presentes no ambiente com capacidade de interferir nas funções do sistema endócrino.

Em artigo publicado na revista International Journal of General Medicine
, pesquisadores da Universidade de Reading detalha algum desses compostos, como:

  • Dióxido de carbono, enxofre e outros óxidos;
  • Componentes de plásticos, como ftalatos e bisfenol A;
  • Componentes de bens de consumo, incluindo parabenos e alquilfenóis;
  • Produtos químicos industriais, como bifenilas policloradas;
  • Produtos de combustão, como dibenzodioxinas policloradas;
  • Pesticidas e herbicidas.

Como limitar exposição à poluição atmosférica?

Em busca da redução dos riscos à saúde humana, os especialistas da SBEM defendem a criação de sistemas internacionais de monitoramento da poluição atmosférica, capazes de alertar para níveis perigosos de poluentes.

“Em casos de identificação de níveis extremos, é preciso minimizar a exposição, como o uso de máscaras e a limitação de atividades ao ar livre em dias de alta poluição”, orienta a equipe.

De forma paralela, é preciso acelerar a transição energética, dos combustíveis fósseis para energia limpa e renovável
. Em outra frente, vale desenhar campanhas para informar a população sobre os riscos da poluição atmosférica.

Leia a matéria no Canaltech
.

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